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Desvio de remédios de alto custo pode ser evitado com tecnologia RFID

A Polícia Civil de São Paulo (SP) prendeu, na semana passada, 12 integrantes de uma quadrilha que desviou R$ 10 milhões em remédios para tratamento de câncer em hospitais públicos

Por Edson Perin

10 de fevereiro de 2012 - A tecnologia RFID (Radio Frequency IDentification ou Identificação por Frequência de Rádio) poderia ter evitado a ação de uma quadrilha presa no dia 2 de fevereiro em São Paulo (SP). Os 12 criminosos capturados pela Polícia Civil desviavam medicamentos de alto custo de hospitais públicos paulistas para revender para distribuidores de remédios e farmácias. Se os produtos tivessem etiquetas de RFID coladas em suas embalagens, cada medicamento poderia, por exemplo, revelar a sua origem e destino, o que dificultaria a ação dos bandidos.

A quadrilha agia desde 2009, segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e provocou um prejuízo de R$ 10 milhões aos cofres públicos. Apenas no dia da operação, a polícia apreendeu R$ 34 mil em dinheiro e diversos medicamentos desviados do Hospital Brigadeiro, Instituto Brasileiro de Combate ao Câncer (IBCC) e Hospital Samaritano.

Equipamentos que poderiam ter evitado o desvio de medicamentos: armário, geladeira, portal e leitor portátil, todos com tecnologia RFID

Muitos países vêm buscando maneiras para conter o fluxo de medicamentos desviados e até falsificados na cadeia de abastecimento farmacêutica. Nos estudos de combate a estes problemas, a tecnologia RFID – muitas vezes em conjunto com os códigos de barras – tem se mostrado capaz de permitir a rastreabilidade dos pacotes de medicamentos, já que confere uma identidade individual a cada embalagem ou lote de produtos, como um pedigree eletrônico (e-pedigree). Assim, é possível acompanhar todo o fluxo de medicamentos desde a produção até a distribuição. As soluções de e-pedigree são tidas como técnicas eficazes contra falsificações.

A Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo foi contatada pela reportagem do “RFID Journal Brasil” nesta quinta-feira, com o intuito de saber se há estudos para o uso de RFID nos medicamentos de alto custo dos hospitais paulistas. Até a publicação desta matéria, a Secretaria da Saúde não havia retornado.