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RFID cria raízes na Baas Plantenservice

O distribuidor holandês de horticultura tem encontrado maneiras de se beneficiar das etiquetas EPC ligadas a carrinhos para transportar hortaliças

Por Rhea Wessel

6 de fevereiro de 2012 - A Baas Plantenservice, distribuidora de horticultura com sede na Holanda, está entre as primeiras empresas do ramo no mundo a operar um sistema de rastreamento em grande escala, com etiquetas RFID (identificação por radiofrequência) passivas EPC Gen 2, ligadas a 3,84 milhões de carrinhos de hortaliças em circulação por toda a Europa. O projeto teve início neste ano, com a Container Centralen.

A Baas Plantenservice começou a identificar todos os carrinhos em dois de seus centros de distribuição em Hazerswoude, medindo 26.000 metros quadrados, e em Oostrum, medindo 7.000 metros quadrados. Durante a safra, a empresa opera de 12.000 a 15.000 carrinhos da Container Centralen, diariamente. No ano passado, os volumes totalizaram cerca de 330.000 carros, a empresa espera que esse número aumente para 500.000, em 2014. Com foco em logística, compras e inovação, a Baas Plantenservice fatura por ano € 100 milhões (US$ 126 milhões) e seus principais clientes são Praktiker e Max Bahr, da Alemanha.

Trabalhadores da Plantenservice Bass usam dispositivo portátil para ler a etiqueta fixada na da base de cada carrinho Container Centralen

Durante 2012, a Baas Plantenservice planeja expandir o aplicativo para rastrear a saída de plantas em carrinhos também. E, no futuro, pretende acompanhar carrinhos durante as suas estadias breves em seus DCs.

A Baas Plantenservice desenvolveu o aplicativo baseado em RFID em 2011, com a ajuda da integradora holandesa de sistemas Mieloo and Alexander e outros parceiros, apesar de não considerar o software proprietário. Em vez disso, a empresa quer atrair membros da cadeia de suprimentos para coletar e compartilhar dados entre si, como diz Edwin van Lenthe, gerente da Baas Plantenservice . O objetivo é minimizar os custos para todas as partes envolvidas neste negócio, cuja margem é bastante baixa.

A Baas Plantenservice reconheceu imediatamente o potencial de usar tags, já que o processo continua sendo, essencialmente, de caneta e papel para coletar informações sobre os carrinhos e rastreá-los, bem como os grandes volumes. "Nós realmente acreditamos no RFID", diz ele, observando que durante a safra, de 300 a 400 caminhões podem chegar aos CDs da Baas Plantenservice dentro de apenas algumas horas.