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Motorola aposta na adoção crescente de RFID pelo varejo

Durante o anúncio de sua nova estratégia global, a companhia focou no que considera a grande oportunidade de negócios para a sua tecnologia

Por Edson Perin

2 de fevereiro de 2012 - Desde que a Motorola se dividiu em duas empresas, sendo que a de celulares foi vendida para o Google, em agosto de 2011, cada uma de suas partes ficou com um pedaço dos negócios. A Motorola Mobility, adquirida pelo Google, fabrica celulares, smartphones e tablets. E a Motorola Solutions, que sempre teve seu foco em soluções destinadas a empresas, dedica-se ao desenvolvimento de equipamentos para uso nos negócios.

Roberto Mielle, Motorola Solutions
Em janeiro, diante de sua nova estrutura, a Motorola anunciou a estratégia que irá adotar a partir deste ano de 2012, em um evento realizado para seus funcionários e colaboradores, em Punta Cana, na República Dominicana. De acordo com Roberto Mielle, executivo da Motorola Solutions no Brasil, os principais focos de atuação da corporação desde já são a vertical de varejo e as soluções de RFID.

“A Motorola já começou a colocar mais foco em varejo e RFID, entendendo que o mercado está pedindo este tipo de solução em todo o mundo”, afirma Mielle, que participou em janeiro do Big Show 2012, da National Retail Federation, em Nova York (leia mais no editorial de Mark Roberti intitulado Os varejistas de vestuário estão animados com RFID). A National Retail Federation é a federação nacional do comércio dos Estados Unidos (EUA).

O RFID está se expandindo na Europa e nos EUA, de acordo com o executivo brasileiro, mesmo com a consciência dos empresários de que esta tecnologia se paga a médio e longo prazos. De acordo com ele, os europeus e norte-americanos estão habituados a investir em soluções cujo retorno pode ser longo, desde que apresentem um grande potencial de inovação.

“Aqui no Brasil, a gente tem pensamento de médio e curto prazos, mas temos de mudar isso”, atesta Mielle, argumentando que os resultados obtidos com o uso da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) são bastante claros nos processos de fabricação de produtos, mas apresentam desafios a ser superados para demonstrar os ganhos nas transações do comércio varejista.