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Boeing está prestes a lançar programa de RFID para companhias aéreas

Com tags RFID de alta capacidade de memória, o sistema acompanha registros de manutenção das peças das aeronaves e, no futuro, servirá para rastrear a localização de cada uma delas

Por Claire Swedberg

1 de fevereiro de 2012 - A Boeing Commercial Aviation Services está aguardando que a agência de aviação dos Estados Unidos, Federal Aviation Administration (FAA), forneça sua certificação para um sistema de identificação por radiofrequência destinado ao rastreamento de peças de aeronaves, que tem sido desenvolvido pela empresa ao longo dos últimos anos e que poderá ser lançado ainda neste mês de fevereiro.

A solução, conhecida como RFID Integrated Solutions, está atualmente sendo testada pela Alasca Airlines para determinar o quão bem as tags suportam as condições extremas dos voos e ainda assim armazenam e transmitem dados confiáveis sobre os registros de manutenção de cada peça do motor e componentes, incluindo equipamentos rotativos e trem de pouso.

A Boeing começou a colocar a solução em testes há um ano, também em parceria com a Fujitsu. No futuro, a companhia aeronáutica pretende instalar o sistema como componente padrão em todos os novos aviões de passageiros 737, 777 e 787 comerciais que ele constrói, assim como em todos os P-8, C-17 e KC-46, que são suas aeronaves para uso militar.


Lois Hill, da Boeing
Um ano atrás, a Boeing iniciou a parceria com a Fujitsu para desenvolver a solução, que inicialmente ficou conhecida como Tecnologia de Identificação Automática Retrofit, usando tags RFID EPC Gen 2 da Fujitsu. A tecnologia permitirá que as companhias aéreas anexem as tags nas peças de suas aeronaves, para gravar informações sobre cada parte. Os dados podem ser visualizados e alterados por membros da equipe, registrando como a peça foi mantida, se houve reparos ou inspeções de rotina.

Desta forma, esses registros podem ser criados mais facilmente, com menos erros, que poderiam ocorrer em manuscritos ou digitados manualmente em registros. O sistema, que já foi renomeado para RFID Integrated Solutions, inclui etiquetas, software e leitores para ajudar a controlar as peças de aviões novas e também as que já estão em uso. A certificação da FAA para a aeronavegabilidade dos aviões comerciais está prevista para ser concedida ainda neste mês ou em março deste ano, de acordo com Lois Hill, gerente de operações técnicas para soluções RFID da Boeing.

Os testes da Alaska Airlines começaram em março de 2011, estão programados para durar até março deste ano e consistem em 28 etiquetas presas a diversas partes de uma aeronave de passageiros utilizada para voos regulares. Os funcionários da companhia utilizam periodicamente leitores portáteis em vários aeroportos para determinar se as tags estão armazenando dados e se as condições extremas, como sujeira, calor, frio e água, afetam o desempenho das etiquetas de RFID. Segundo Phil Coop, gerente do programa de RFID da Boeing Commercial Aviation Services, as tags têm resistido bem às condições extremas.

O projeto RFID Integrated Solutions foi desenvolvido para gerenciar e monitorar cinco tipos diferentes de peças ou componentes: equipamento de emergência, rotables (peças rotativas), equipamentos reparáveis, área estrutural e de cabine. O software fornece os dados exigidos por usuários específicos de cada uma dessas áreas, tais como verificar o status do equipamento e de equipamentos de segurança dentro da cabine de um avião.

Com a solução de RFID, as companhias aéreas terão dois tipos de tags: as de alta capacidade de memória da Fujitsu (contendo até 64 kilobytes de memória) e uma memória adicional não-RFID com quatro gigabytes de espaço e pequena o suficiente para ser anexada a cada tag RFID. A Boeing também oferece os interrogadores portáteis e software para gerenciar dados, e handhelds que permitem também gravar informações nas tags. O software pode ser instalado no servidor e fazer interface com os sistemas já existentes em uma companhia aérea.