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Alliance One dá um salto na indústria de manufatura de tabaco

No Brasil, a companhia utiliza RFID para obter avanços em eficiência na classificação e estocagem dos produtos

Por John Edwards

30 de janeiro de 2012 - O tabaco tem sido processado e preparado do mesmo jeito há centenas de anos. Mas agora, assim como em outros setores, a identificação por radiofrequência (RFID) está mudando tudo. No Brasil, a companhia processadora de tabaco Alliance One Brasil Exportadora de Tabacos está se tornando pioneira no uso de RFID para classificar e estocar produtos. A companhia adotou a tecnologia com metas de incrementar a eficiência operacional e minimizar erros e custos, segundo Dilnei Alexandre Haas, analista de sistemas da Alliance One e responsável pelo projeto.

Fardos de tabaco na fábrica da Alliance One

A Alliance One conta com 4.000 trabalhadores brasileiros fixos e temporários, e processa mais de 200.000 toneladas de tabaco anualmente. Em 2010, a Alliance One ficou posicionada como a 59ª maior companhia do Brasil, com receita bruta de US$ 536,5 milhões, o que representa 20% de todo o mercado de exportação de tabaco do país.

A cadeia de produção de tabaco da Alliance One começa com 30 mil pequenos produtores rurais, que vendem as folha da planta cultivada em suas propriedades. Assim que um fardo de tabaco é adquirido pela fábrica da Alliance One, o mesmo é transportado para um expert em graduação de folhas, que visualmente examina o tabaco e dá uma classificação. “O tabaco é graduado de acordo com a sua cor, posição da folha na planta e qualidade”, explica Haas. “A graduação é feita por empregados da Alliance One com profundo conhecimento a respeito de tabaco”.

Depois da classificação do fardo, uma etiqueta passiva de RFID é aplicada – dobrada sobre as cordas do fardo – para prover identificação tanto visual como eletrônica. Cada etiqueta reutilizável é preparada para indicar uma ou várias graduações e anexada a um fardo por um funcionário posicionado próximo ao que realiza a graduação. “O funcionário pega um cartão correspondente à graduação e fixa no fardo”, diz Haas.

Em seguida, os fardos já classificados entram na fábrica e então são nomeados, já que as esteiras da seção rodam em loop frequente, como aquelas utilizadas para circular as bagagens dos passageiros nos aeroportos. Há três diferentes extensões de esteiras, cada uma com o seu próprio portal de RFID. Assim, quando um fardo se move através de um portal, sua classificação é detectada. Um pistão mecânico, então, desvia automaticamente cada fardo para o setor de produtos com a sua mesma classificação e os fardos são movidos manualmente para seus respectivos depósitos. Dos 18.000 fardos de tabaco verificados por dia, os pistões já são responsáveis pela seleção de cerca de 60%. Os fardos restantes são movidos manualmente para depósitos ao longo do loop principal.