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Empresa italiana de moda investe em RFID para otimizar sua cadeia de suprimentos

A Patrizia Pepe duplicou a eficiência do processo de entrada e saída de produtos, além de oferecer mais opções de compras a clientes nas lojas de varejo

Por Claire Swedberg

18 de janeiro de 2012 - Desde que instalou um sistema de identificação por radiofrequência (RFID) em três centros de distribuição, por meio da inserção de tags passivas de frequência ultra alta (UHF) EPC Gen 2 em cada peça de roupa, a empresa italiana de design de moda Patrizia Pepe mais do que duplicou a sua capacidade de gerenciar o movimento de entrada e saída de produtos de seus Centros de Distribuição (CDs), incluindo roupas, calçados, malas e joias para homens, mulheres e crianças.

De acordo com Lorenzo Tazzi, gerente de tecnologia da Patrizia Pepe, a companhia instalou ainda um “vídeo totem” em quatro de suas lojas de varejo, para mostrar informações adicionais sobre seus produtos aos clientes e, assim, utilizar com mais profundidade outros recursos possíveis graças à adoção da tecnologia de RFID.

A Patrizia Pepe, criada como marca de moda da companhia Tessilform S.p.A., começou a procurar soluções de tecnologia em 2009, com o intuito de melhorar a visibilidade sobre os seus centros de distribuição (CDs) localizados nas cidade de Capalle, Mezzana e Vaiano. A empresa pretendia saber exatamente quando os itens fossem recebidos em seu CD e quando saíssem para as lojas. A Patrizia Pepe movimento cerca de 2,5 milhões de artigos de moda todos os anos, divididos em duas grandes temporadas: outono-inverno e primavera-verão.

A companhia tinha testado o sistema de leitura por códigos de barras para acompanhar as operações de recebimento, movimentação e remessa de produtos. Mas a leitura individual de cada item do carregamento tomava muito tempo da equipe e tornava a operação muito cara. De acordo com Tazzi, o grupo de funcionários conseguia manusear de 180 a 200 itens por hora e com uma margem de erros elevada.

Nos CDs da Patrizia Pepe, túneis de RFID leem as etiquetas passivas UHF EPC em cada produto que entra ou sai
Em agosto de 2009, a Patrizia Pepe lançou um teste com a tecnologia RFID, sob a coordenação do grupo de pesquisas da Universidade de Florença. O piloto de cinco meses no centro de estoque de Mezzana, o maior da empresa, incluiu a etiquetagem de 60.000 itens assim que eram recebidos no CD e rastreados até a remessa para as lojas.

O provedor de sistemas Solos Identificazione e Protezione desenvolveu a integração dos dados de RFID fornecidos pelo equipamento da IDNova, que escolheu os leitores Impinj Speedway Revolution para a implantação. A Patrizia Pepe, trabalhando com IDNova e Solos, decidiu anexar uma tag de RFID em cada etiqueta com códigos de barras, como explicou Fabrizio Innocenti, diretor da IDNova. Assim, o RFID poderia ser inserido na mesma etiqueta que já continha o código de barras, simplificando os testes, pois não exigiu a inclusão de mais uma etiqueta. Os parceiros usaram dois tipos de tags RFID, um medindo 64 centímetros por 32 cm e outro de 37 cm por 14 cm, ambas com o chip Impinj Monza 4D

Os CDs da companhia também instalaram antenas capazes de ler produtos pendurados
Durante o pilot, a Patrizia Pepe enviou etiquetas com códigos de barras e RFID a todos os fabricantes de suas roupas, que tiveram de colocar essas tags em cada um dos itens no momento do empacotamento, assim como já faziam antes, porém, apenas com códigos de barras.