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Rede de farmácias colombiana utiliza RFID e biometria para impedir falsificação de remédios

A Medicarte implantou tags passivas de baixo custo para impedir que embalagens descartadas de medicamentos caros sejam usadas por falsificadores de produtos

Por Mark Roberti

10 de janeiro de 2012 - A rede de farmácias colombiana Medicarte implantou uma solução com identificação por radiofrequência (RFID) para rastrear embalagens de medicamentos de alto custo, como os utilizados no tratamento de câncer ou de reposição hormonal, com o intuito de assegurar que as embalagens descartadas não sejam reutilizadas por quadrilhas especializadas na falsificação de medicamentos.

“Devido ao custo elevado dos medicamentos que fornecemos no sistema de saúde e ao fato de haver um grande volume de falsificação desses remédios, nós decidimos contribuir para o combate ao mercado negro”, afirma Angela Maria Durango, coordenadora regional da Medicarte. “Nós queríamos obter a rastreabilidade dos dados para saber a quem estamos entregando os medicamentos e se a mesma pessoa nos devolveu a embalagem vazia, tudo isso por meio de tecnologias de RFID e biometria”.


Na estação de etiquetagem da rede de farmácias Medicarte, as tags de RFID são anexadas às embalagens dos medicamentos que costumam ser alvo de falsificações


O sistema foi desenvolvido para a Medicarte pela IDlink, empresa de soluções de RFID situada em Medelin. Quando uma farmácia da Medicarte recebe um lote de remédios de um fabricante, cada item recebe um transponder passivo de alta frequência (HF – high-frequency), da Tagsys RFID, baseado no protocolo padrão ISO 15693 para interfaces aéreas.

Um leitor Tagsys LP-101 RFID com uma antena Aero LC sob a estação de etiquetagem interroga cada número de sério pré-codificado em cada tag. Um funcionário da Medicarte inseri, então, as informações sobre o medicamento em questão no software também desenvolvido pela IDlink, incluindo também a data de validade dos remédios.