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Cotemar gerencia segurança e recursos das plataformas de petróleo da PEMEX com tecnologia de localização em tempo real (RTLS)

As tags RFID AeroScout Wi-Fi detectam quem entra ou sai das quatro plataformas ou acessa a área de refeições e lavanderia

Por Claire Swedberg

3 de janeiro de 2012 - Nos últimos três anos, a Cotemar, empresa mexicana de manutenção e transporte para o setor petrolífero, vem utilizando um sistema de localização em tempo real (RTLS ou real time localization system) em quatro plataformas de petróleo localizadas no Golfo do México, para identificar quais funcionários estão a bordo de cada estrutura e os serviços que eles estão usando, sem exigir que o pessoal faça check-in ou check-out.

Com a informação, a empresa é capaz de saber a localização de seus empregados em caso de emergência, bem como obter informações sobre o número de refeições realizadas e o uso dos serviços de lavanderia, por exemplo, o que permite à Cotemar fornecer suprimentos de modo mais eficiente para as plataformas. Graças ao sucesso, a empresa planeja expandir o sistema para reunir o pessoal das plataformas no caso de uma evacuação, de acordo com Pedro Salguero, chefe de TI da Cotemar, que descreveu a solução com RTLS durante sua apresentação no RFID Journal LIVE! América Latina 2012.

A Cotemar utiliza as tags RTLS Wi-Fi de 2,4 GHz da AeroScout, que transmitem os seus números de identificação por Wi-Fi em todas as quatro plataformas. As tags são usadas ​​por todos os funcionários e visitantes, permitindo que a empresa saiba quem embarcou o desembarcou. Apesar de não ter registrado casos de emergência significativos - o sistema entrou no ar há quase quatro anos -, se algo vier a ocorrer, a empresa agora tem informações em tempo real a respeito de quem estava na plataforma.


Com a tag RFID Wi-Fi da AeroScout, Cotemar acompanha entrada e saída de pessoas na plataforma da PEMEX


A Cotemar fornece serviços para a PEMEX, a mexicana que é a segunda maior empresa pública de petróleo do mundo. Estes serviços incluem o transporte de pessoal as plataformas de petróleo, bem como o fornecimento de alimentos e roupas a bordo. Além disso, a empresa é responsável por fornecer os registros sobre o transporte de trabalhadores para cada plataforma.

"A questão principal é saber quem está dentro e quem está fora", diz Salguero. Tipicamente, 200 trabalhadores se deslocam pelas plataformas diariamente, sendo que cada uma abriga cerca de 500 pessoas. O pessoal entra e sai de três maneiras: navio, helicóptero ou por corredores que interligam as plataformas. Antes da implementação da solução AeroScout, os funcionários e visitantes usavam crachás com códigos de barras que eram lidos no check-in obrigatório em cada plataforma e, novamente, no cheque-out de saída. Se alguém se esquecesse de fazer o check-in ou não tivesse o crachá com código de barras, ficaria sem registro de ter entrado na plataforma.

O sistema criava filas para o pessoal aguardar a sua vez de fazer check-in ou check-out. Além disso, os crachás com código de barras apresentavam problemas frequentes de leitura, pois o ambiente das plataformas tem temperatura média de 35 graus Celsius e umidade em torno de 80 por cento.

Os crachás com códigos de barras foram substituídos por tags T-2 da AeroScout, que os funcionários utilizam penduradas por cordões no pescoço, explica Ricardo C. Berrios, VP e gerente geral da AeroScout para a América Latina.