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RFID será o próximo passo da evolução da Nota Fiscal Eletrônica (NFe) brasileira

Fiscalização de cargas pelo sistema de identificação por radiofrequência permitirá maior agilidade no controle da circulação de produtos pelo país

Por Edson Perin

23 de dezembro de 2011 - O Brasil está inovando mais uma vez no uso da tecnologia para evoluir no conceito chamado de Governo Eletrônico ou e-gov. Pioneiro nas eleições com urnas eletrônicas, nas declarações de Imposto de Renda pela internet e também na adoção da Nota Fiscal em formato eletrônico (NFe), o país planeja agora expandir sua visão sobre os produtos que circulam pelo país, por meio da tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID).

A idéia é aperfeiçoar o sistema de fiscalização de cargas, por meio de tags que serão colocadas em produtos, veículos de transporte, caixas, contêineres etc., além da conferência automatizada das informações do mundo físico com o que foi registrado nos documentos eletrônicos, como os dados contidos na NFe.


Roberto Matsubayashi, Gerente de Inovação e Alianças Estratégicas da GS1 Brasil
De acordo com Roberto Matsubayashi, Gerente de Inovação e Alianças Estratégicas da GS1 Brasil, organização mundial sem fins lucrativos que trabalha pelos padrões de automação, incluindo, por exemplo, códigos de barras e RFID, o projeto BrID, ou Sistema Nacional de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, que prevê a inserção da tecnologia de identificação por radiofrequência na Nota Fiscal Eletrônica, está no escopo de prioridades da entidade para 2012.

O BrID está analisando o emprego da identificação por radiofrequência (RFID) e outras tecnologias assessórias para realizar o controle de cargas por meio de um padrão único e aberto. “O projeto BrID deverá permitir que os produtos registrados nas Notas Fiscais tenham comprovação física, em grandes volumes, podendo chegar a inspecionar item por item, quando isto for economicamente viável”, afirma Matsubayashi.

O mercado internacional já tem favorecido o uso da tecnologia RFID por empresas brasileiras de carga, especialmente as que se dedicam à exportação de mercadorias. Matsubayashi relata que os contêineres de produtos brasileiros com tags de RFID já são recebidos com preferência em diversos portos de países da Ásia, como Japao e China. Os Correios do Brasil, com a Universal Postal Union (UPU), também tem avaliado o uso da tecnologia para o controle de sua logística.

“O Brasil está sendo estimulado pelo mercado internacional. A logística tem na integração dos transportes terrestre, aéreo e marítimo, incluindo as aduanas, o uso do RFID como uma forma natural de evolução”, atesta o executivo da GS1.