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Grupo canadense de investimentos apura eleições de acionistas com RFID

O Fonds de solidarité FTQ usa etiquetas EPC e leitores para automatizar contagem de votos e, assim, acelerar o processo de eleição e eliminar possíveis erros

15 de dezembro de 2011 - O grupo canadense de investimentos Fonds de solidarité FTQ, de Montreal, está empregando identificação por radiofrequência para reduzir o tempo que seus funcionários gastam na contagem dos votos na assembleia anual dos acionistas. As cédulas de votação com RFID são lidas por um interrogador na sala dos fundos do local da reunião e automaticamente registram cada voto e o seu respectivo valor (o peso do voto está baseado na quantidade de ações de cada eleitor). Assim, a contagem e o cálculo do valor dos votos dos membros do grupo podem ser executados em poucos segundos por dois indivíduos, sendo que antes o processo demandava 20 pessoas, pelo menos, e 20 minutos para ser realizado. O sistema é fornecido pela Academia RFID, um centro de treinamento e de pesquisas de Montreal.

O principal ganho ao empregar a solução de RFID tem sido a segurança contra erros que poderiam ocorrer no método de contagem manual, de acordo com Linda Call, responsável pelo projeto de RFID do Fonds de solidarité FTQ.


Linda Call (esq.) e Josée Legault, do Fonds de solidarité FTQ


O Fonds de solidarité FTQ é uma organização de desenvolvimento de capital para o Fédération des travailleurs du Québec (FTQ) - the Quebec Federation of Labor - o maior grupo de trabalhadores da província. A missão do Fonds de solidarité é criar e manter postos de trabalho em Quebec, por meio de investimentos em pequenas e médias empresas. A organização, que tem 583 mil acionistas, gerencia o equivalente a CAN $ 8,2 bilhões (EUA $ 8,1 bilhões) em ativos. Todo mês de setembro, o grupo realiza uma reunião que inclui eleições de acionistas, nas quais os membros do conselho são eleitos ou reeleitos.

Normalmente, 2.000 acionistas participam da assembléia todo ano, votando nos membros do conselho, tesoureiro, presidente ou outros postos executivos, explica Josée Legault, diretor de administração do Fonds. Eles fazem isso em cédulas pré-impressas, que são recolhidas pela equipe do Fonds e contadas em outra sala. Os funcionários contam os votos, mas também usam um computador para calcular o valor de cada voto, com base no número de ações de cada eleitor. Outros funcionários em seguida, fazem a conferência. A precisão do valor do voto é mais importante do que a contagem simples, observa Legault, afirmando: "Temos que ser precisos com os votos dos nossos acionistas." A expectativa pelos resultados e o risco de erros levaram o Fonds de solidarité FTQ a buscar uma solução automatizada para o processo de contagem. O diretor de TI da organização solicitou um sistema de RFID para ser utilizado em setembro de 2011.