RFID Noticias

Berry Company usa RFID para controlar durabilidade de frutas na cadeia de suprimentos

A empresa está implantando o sistema de RFID da Intelleflex depois de testar a tecnologia em sua fábrica no México e em centros de distribuição nos EUA

Por Claire Swedberg

12 de dezembro de 2011 - Após um piloto de seis semanas com tags RFID sensíveis à temperatura, para monitorar amoras das fazendas mexicanas em sua instalação para embalagem de produtos em Los Reyes, no México, e nos seus centros de distribuição nos Estados Unidos (EUA), a norte-americana Berry Company decidiu implantar a solução em toda a sua cadeia de suprimentos.

A solução foi fornecida pela empresa de soluções para visibilidade Intelleflex, com software da Proware Services (uma divisão da firma de tecnologia de RFID Franwell). Os relatórios da Intelleflex com a tecnologia RFID vão agora ser usados em todas as quatro fábricas de empacotamento no México, nas três dos EUA, além dos Centros de Distribuição (CD), para fornecer rastreamento de temperatura das frutas fornecidas por mais de 1.000 produtores.

A Berry Company, que se recusou a ser entrevistada para esta matéria, conduziu um piloto de seis semanas na primavera passada, em um esforço para melhorar a qualidade do produto e sua chegada às lojas, bem como reduzir as perdas resultantes da decomposição dos frutos. O teste realizado inicialmente com amoras permitiu à empresa controlar a temperatura do produto em pallets, desde a colheita até o desembarque nos CDs.

Com base nos resultados, segundo Peter Mehring, CEO da Intelleflex, a empresa poderia esperar um retorno sobre o investimento no prazo de uma safra (a cada seis meses). Os benefícios incluem permitir que os membros do pessoal saibam quando a temperatura subiu demais e possam tomar providências, como o pré-resfriamento no processo de embalagem, rastrear caixas e as temperaturas a que os frutos foram expostos e, consequentemente, calcular a sua vida útil remanescente. Assim, o produtor rural será capaz de reduzir a probabilidade de ter de descartar frutas por terem se estragado.


O sistema utilizado pela Berry Company inclui leitores portáteis MC9090-G, da Motorola, especialmente modificados, tags RFID para medição de temperatura Intelleflex 8500 TMT e impressora portátil para geração de etiquetas adesivas


O piloto foi dividido em dois ciclos fechados, durante os quais as tags RFID foram usadas para controlar temperaturas das frutas. Durante o primeiro ciclo, conhecido como “Produtor”, uma etiqueta de RFID foi colocada em uma ou mais caixas carregadas em cada pallet no campo, durante a colheita, e no processo de controle de qualidade, realizado na área de embalagem da empresa.

Para o segundo ciclo, chamado “Distribuição”, uma etiqueta de RFID foi colocada em pelo menos um pallet de um lote, a fim de controlar a temperatura durante o resfriamento e armazenamento a frio, além da etapa de embalagem, carregamento de caminhão e transporte até um CD, nos EUA. Durante o piloto, os dados sobre a temperatura das frutas durante o primeiro ciclo não estavam relacionados às informações coletadas durante o ciclo seguinte. No futuro, porém, os dois conjuntos de dados podem estar interligados, para que a empresa fruta possa rastrear o histórico de um produto, do campo até a loja.

Foram utilizadas etiquetas RFID classe 3 passivas de ultra frequência (UHF), da Intelleflex, com bateria (BAP), padrão ISO 18000-6:2010, bem como as tags passivas UHF RFID EPC Gen 2 (Electronic Product Code). Cada tag teve embutido um sensor de temperatura para realizar medições em intervalos predefinidos. Quando interrogado por um leitor de RFID, a etiqueta transmite os dados de temperatura, junto com seu número de identificação próprio. Com a energia da bateria, informou Mehring, a tag pode ser lida mesmo estando dentro de uma caixa de frutas, situação que muitas vezes torna impossível de usar uma tag UHF passiva.

Os dados estão sendo armazenados com o software RFID FreshAware, para Windows, fornecido pela ProWare Services. A Intelleflex instalou uma combinação de seus próprios interrogadores fixos e leitores portáteis da Motorola Solutions, MC9090-G, modificado pela Intelleflex para ler as tags BAP.