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Leitores de RFID são instalados nas pontes entre EUA e México para reduzir congestionamentos

Para medir o tráfego, o Instituto de Transportes do Texas e a organização privada Battele utilizam as etiquetas UHF passivas instaladas em para-brisas de veículos comerciais

Por Claire Swedberg

1 de dezembro de 2011 - Os caminhões realizam a maior parte do trabalho de transportar produtos na fronteira entre Estados Unidos (EUA) e México, por meio de algumas dezenas de portos de entrada (POEs) e os seus tamanhos avantajados causam congestionamentos na fronteira, durante os procedimentos de fiscalização por fiscais federais dos dois países.

Para aferir o tamanho dos congestionamentos, no entanto, a agência norte-americana U.S. Customs and Border Protection (CBP) tem, historicamente, dependido dos relato de motoristas sobre o tempo de espera, além da fiscalização visual do comprimento das filas. As informações são postadas no site da CBP e repartida com outras entidades governamentais. A desvantagem, porém, é que a informação tem sido pouco crível e, portanto, nada precisa quanto uma solução automatizada poderia oferecer.


Para medir o tráfego, o Instituto de Transportes do Texas e a organização privada Battele utilizam as etiquetas UHF passivas instaladas em para-brisas de veículos comerciais


Em 2007, pesquisadores do Texas Transportation Institute (TTI), da Texas A & M University, em conjunto com a organização privada de pesquisa e desenvolvimento Battelle, começaram a implantar a tecnologia RFID para ajudar na contagem do tráfego da parte norte da Ponte das Américas (BOTA), em El Paso, Texas.

O sistema desenvolvido envolve leitores de RFID para capturar o movimento diário de caminhões através das três estações de inspeção na rota do Mexico para os EUA. A solução, inicialmente desenvolvida como um projeto de pesquisa financiado pelo Ministério dos Transportes dos EUA (U.S. Department of Transportation), por meio de sua agência Federal Highway Administration (FHWA), incluiu o software TTI para gerenciar a informação tirada dos interrogadores de RFID da TransCore.

Estes aparelhos leem uma variedade de etiquetas passivas de RFID e protocolos, usando os transponders existentes nos para-brisas dos caminhões para pagamento de pedágios ou para liberação de carga identificada, para facilitar o processo de fiscalização alfandegária. O processo não inclui o rastreamento individual, mas simplesmente uma coleta de números de identificação quando um transponder passa por um local de leitura. “Nenhuma informação sobre caminhões, motoristas, empresas transportadoras ou carga são coletadas”, diz Rajat Rajbhandari, engenheiro de pesquisas da TTI.

A TTI também implantou o sistema em quatro pontos de entrada dos EUA no Texas, com recursos provenientes da Secretaria de Transportes do Texas (Texas Department of Transportation – DOT). A solução também será colocada no Arizona, dentro dos próximos meses.

Aproximadamente 4,7 milhões de caminhões cruzam as fronteiras de EUA e México a cada ano, por meio de uma dezena de POEs. Em média, 25 mil caminhões cruzam a BOTA para El Paso, todo mês. O estrangulamento de tráfego nesta e em outras fronteiras gera congestionamentos que podem se estender por mais de uma milha. Por isso, num esforço para melhorar a precisão das informações utilizadas para gerenciar o tráfego e reduzir atrasos, a FHWA lançou em 2006 uma licitação para o fornecimento de uma solução automática que pudesse determinar quanto tempo levaria para um caminhão passar pela fronteira do México. O sistema ficou pronto no ano seguinte.

Para ganhar conhecimento sobre o grau de tráfego e determinar onde ocorrem os estrangulamentos a cada dia da semana, as agências federal e estadual responsáveis pelo tráfego de veículos comerciais de carga começaram a obter informações por meio de questionamentos aos motoristas de caminhões. Além disso, passaram a realizar medições visuais por meio de membros de sua equipe de operações. Com o RFID, o tempo necessário para cruzar a fronteira passou a ser realizado automaticamente, com tempo e hora gravados assim que cada veículo passa pelas posições de leitura.

Assim, a informação pôde ser utilizada para ajudar os agentes de fiscalização a desenvolver estratégias contra os congestionamentos, como abrir linhas extras em determinados períodos, quando a demanda cresce. As agências puderam também compartilhar as informações sobre tráfego com as empresas de transportes rodoviários e também com distribuidores de produtos, assim eles tornou-se possível agendar a passagem dos caminhões pela fronteira para horários de movimento menor.