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Lockheed Martin procura comprador para Savi

A empresa de defesa quer vender sua divisão de leitores e etiquetas de RFID de 433 MHz, que planeja mudar seu foco de marketing e desenvolvimento de produtos para o setor comercial

Por Claire Swedberg

23 de novembro de 2011 - Dizendo que a Savi Technology precisa crescer em setores comerciais, em oposição aos militares, em que a maior parte de seus negócios tem sido tradicionalmente focada, a empresa de defesa Lockheed Martin (LM) pretende vender sua divisão de etiquetas e leitores de RFID de 433 MHz. A Lockheed Martin espera que a venda ocorra no próximo ano.

"Embora tenha havido uma série de eventos que levaram a este ponto, a decisão de vender a Savi reflete uma lógica de negócio sólido, que reconhece que há menos oportunidades com produtos Savi, em nosso núcleo Lockheed Martin", disse Heather Kelly, porta-voz da empresa.


William Clark, da Savi


Quando a Lockheed Martin comprou a Savi Technology, em 2006, Kelly disse que o Departamento de Defesa dos EUA (DOD) teria uma forte demanda para os leitores da Savi e etiquetas RFID, bem como o seu software proprietário para rastrear objetos em que as tags foram fixadas. A Savi, com sede em Alexandria, nos EUA, tem sido o principal provedor de soluções de RFID ativo para o DOD, particularmente na rede da agência In-Transit Visibility, que monitora a movimentação de contêineres e produtos pela cadeia de suprimentos, com tags (etiquetas) ativos de RFID de 433 MHz, além de leitores e software.

O negócio atingiu o pico em 2008, segundo Bill Clark, CEO da Savi Technology, cerca de dois anos após a compra pela Lockheed Martin. Como a demanda dos militares dos EUA para a tecnologia RFID ativo diminuiu junto com a crise econômica, a Savi tem cada vez mais orientado os seus esforços para incluir o setor comercial, de empresas privadas. "A demanda por produtos e serviços da Savi continua alta, mas está se desenvolvendo mais fora dos mercados tradicionais da LM", afirmou Kelly.

O uso de RFID pelo DOD não diminuiu, de acordo com Mark Lieberman, gerente de programa de identificação automática (AIT) da Agência de Logística de Defesa (DLA), com sede em Fort Belvoir. O que mudou ao longo dos últimos anos, porém, é a confiança do departamento na reutilização de etiquetas de RFID ativas, diz ele, resultando em menos demanda por novas tags. Além disso, observa, os contratos em curso com o DOD para etiquetas RFID e itens de infraestrutura são concedidas a vários fornecedores, proporcionando concorrência para os negócios do governo. “Houve um tempo em que a Savi foi o único fornecedor desta infraestrutura para o DOD".

A Savi criou a tecnologia RFID de 433 MHz subjacente ao padrão ISO 18000-7, que foi pela primeira vez ratificada em 2006, e lançou uma série de programas de licenciamento com vista a fornecer aos desenvolvedores de hardware uma maneira de acessar um portfólio de patentes Savi em condições razoáveis e não discriminatórias. Em 2009, a empresa liderou a formação da Aliança Dash7, um consórcio formado por usuários RFID e cerca de 20 empresas de tecnologia RFID, cujos produtos estavam em conformidade com a norma ISO 18000-7.