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GS1 Brasil Vê a Adoção Crescer

Ao visitar o Brasil para lançar oficialmente o nosso site em português, eu tive a chance de sentar-se com Roberto Matsubayashi, gerente de inovação tecnológica e alianças estratégicas da GS1 Brasil, e discutir o mercado de sistemas de RFID baseados no padrão Código Eletrônico de Produto.

18 de outubro de 2011 - Por Mark Roberti

No final de setembro de 2011, Mark Roberti, fundador e editor do RFID Journal, viajou para São Paulo, Brasil, para a introdução oficial do RFID Journal Brasil, o site do RFID Journal em português, lançado com o apoio da Hewlett-Packard Brasil e do Centro de Excelência RFID. Enquanto esteve no país, Roberti visitou os escritórios da GS1 Brasil e sentou-se com Roberto Matsubayashi, gerente de inovação tecnológica e alianças estratégicas da organização, para obter uma atualização sobre a adoção de tecnologias de identificação por radiofrequência baseadas no padrão EPC (Código Eletrônico de Produto) da GS1.

Aqui estão trechos da entrevista:

Roberti: Que serviços a GS1 Brasil fornece a membros GS1 que estão adotando tecnologias EPC no Brasil?

Matsubayashi: De um modo geral, agimos como um gerente de projeto, mas não para a implementação interna. Apoiamos a relação do membro com os seus parceiros comerciais e prestadores de serviços. Os ajudamos a oferecer oportunidades de negócios e melhores práticas, e para adquirir tags, leitores e software, acelerando assim a curva de aprendizagem. Congregamos todos os fornecedores, mas a negociação e seleção finais são feitas pela empresa membro.

Roberti: Do meu ponto de vista como editor do RFID Journal, parece que a adoção está crescendo no Brasil. É esse o caso?

Matsubayashi: Sim, está definitivamente crescendo. O que era inicialmente um teste [da tecnologia EPC] para o exército brasileiro é agora um requisito regular. Outras divisões, incluindo a Força Aérea e a Marinha, estão seguindo o exemplo. Vimos varejistas, como a Billabong, abrindo lojas RFID. Nós pensamos que os outros vão seguir estas lojas e o EPC vai pegar rapidamente no setor de moda.

Roberti: Qual indústria ou indústrias estão à frente dos outras?

Matsubayashi: O departamento de defesa é o que mais adota atualmente O Departamento de Defesa no Brasil tem exigido que alguns itens que compra, como roupas, uniformes, coletes à prova de balas, pára-quedas, capacetes e outras coisas que soldados carregam estejam equipadas com tags RFID seguintes padrões GS1 global. Eles agora estão expandindo para outros itens. A Força Aérea está começando a automatizar sua gestão de estoque com RFID. A indústria do vestuário também está começando a adotar RFID. Temos uma loja com RFID inaugurando este mês. Outras cadeias abrirão lojas RFID muito em breve. Muitos varejistas estão fazendo orçamentos para fazer algo [com RFID] no próximo ano.

Roberti: Como você caracterizaria a atitude que a maioria dos empresários no Brasil têm em relação à tecnologia RFID?

Matsubayashi: A fase de excitação definitivamente já acabou. As pessoas percebem que a tecnologia ainda não é plug-and-play, e muitos estão céticos de que a RFID pode trazer benefícios. Eles sabem que estamos muito longe de ser capazes de usar a RFID na cadeia de abastecimento dos supermercados do pedido até o ponto de vendas. Eles precisam fazer mais com códigos de barras, para chegar ao ponto que eles possam mudar para RFID e obter valor. Também precisamos de uma nova geração de software de empresas para sermos capazes de tirar vantagem dos dados RFID. Nesse meio tempo, há setores em que o uso de RFID vai crescer rápido, como a moda ou eletrônica, onde o valor dos bens é maior, e há casos de negócios adicionais, como a substituição etiquetas EAS.
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