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O Laboratório RFID da Universidade de Parma Lança Programa-Teste para Vestuário

A iniciativa "certificado de moda RFID 4" destina-se a determinar o quão bem leitores, tags e impressoras-codificadores RFID UHF EPC Gen 2 funcionam em situações de uso do mundo real para a indústria européia de roupas.

12 de outubro de 2011 - Por Claire Swedberg

Durante a próxima semana, o Laboratório RFID do departamento de engenharia industrial da Universidade de Parma, na Itália, começará a testar o desempenho de várias marcas e modelos de equipamentos RFID UHF EPC Gen 2 para o uso por vendedores e fabricantes europeus de vestuário. O programa, conhecido como "certificado de moda RFID 4", destina-se a avaliar como o equipamento desempenha em casos de uso da vida real.

Uma vez que o teste de um equipamento RFID específico — uma tag, um inlay, um leitor fixo ou portátil ou uma impressora-codificador — esteja completo, o laboratório concederá ao fabricante daquele equipamento um certificado, indicando que seu produto passou por testes para aplicações da indústria de moda. Então, se o vendedor da tecnologia autoriza o laboratório a fazê-lo, os resultados são disponibilizados para empresas que fabricam, transportam ou vendem artigos de moda na Europa, para que determinem como a tecnologia desempenhará em suas aplicações em particular.

O laboratório da Universidade de Parma está executando o programa a pedido do Conselho de Consultores de Moda do laboratório — um grupo de 13 empresas na indústria de vestuário, incluindo Benetton, Gucci, Max Mara Fashion Group e Miroglio Fashion. Os membros do conselho e do laboratório têm trabalhado juntos desde 2008, estudando os benefícios da tecnologia RFID (veja RFID Aumenta Vendas da Loja em Quase 10 Por Cento em Teste-piloto Italiano, Grupo de Moda Espera ROI Positivo dentro de 3 Anos e Laboratório Italiano de RFID Torna-se Avançado em Moda). Durante esse período de tempo, diz Antonio Rizzi, chefe e fundador do laboratório, muitas das perguntas que as empresas faziam aos pesquisadores do laboratório eram sobre como uma peça específica do equipamento — como um inlay, leitor ou impressora — desempenhava, ou qual equipamento seria a melhor escolha para a aplicação da empresa especificamente, como logística, controle de inventário ou segurança de loja.

O Centro de Pesquisa em RFID da Universidade do Arkansas também tem testado o desempenho de equipamentos RFID, em seu Centro de Conformidade com Rádio do Arkansas (veja Centro de Conformidade com Rádio do Arkansas Visa Prevenir Conflitos de Requisitos) e tem fornecido os resultados a usuários finais. Os testes realizados no laboratório do Arkansas incluem inlays RFID UHF operando entre 800 e 1.000 MHz, enquanto o espectro de UHF na Europa está centrado em 865 MHz. Os testes da Universidade de Parma serão feitos em ambientes de mundo real simulado, tais como leitura de tags em caixas de roupas passando por um portal ou itens colocados em prateleiras inteligentes, enquanto o Centro de Pesquisa em RFID do Arkansas, por sua vez, realiza seus testes tanto em lojas de varejistas, para estabelecer casos de uso e conduzir auditorias, quanto dentro de uma câmara anecóica para comparar os resultados do mundo real com os em uma câmara de avaliação de desempenho baseada em inlay.

As instalações de Parma e Arkansas são parte da Global RF Lab Alliance (GRFLA), uma confederação de oito laboratórios focados em radiofreqüência, localizados na Europa, Asia e América do Norte. Até agora, diz Rizzi, eles não compartilharam quaisquer dados, nem colaboraram em testes.