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A tecnologia manda mensagens para os funcionários mais próximos do local do incidente e armazena dados sobre suas respostas para ajudar a gerência a encontrar maneiras de melhorar procedimentos.

27 de janeiro de 2010 - Por Claire Swedberg

O Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) — Uma clínica de câncer de 28 andares, dita ser o maior centro de tratamento de câncer da América Latina — está empregando um sistema Wi-Fi de localização em tempo real (RTLS) para facilitar a maneira como seus funcionários respondem quando um paciente entra em parada cardíaca. A solução, fornecida pela RFsense e instalada pela Synergy Tecnologia, inclui tags da Ekahau e software de posicionamento conhecido como Ekahau RTLS Controller (ERC), bem como o software SIGAME da RFsense, projetado especificamente para essa aplicação de ligar dados da localização com o sistema PBX voice-over-IP (VoIP) existente do ICESP.

O RTLS não só alerta os funcionários no caso de uma parada cardíaca, mas também rastreia o tempo de resposta, portanto fornecendo à clínica informação que pode ser utilizada para melhorar seus processos de resposta. O ERC da Ekahau rastreia a localização dos crachás Wi-Fi RFID usados pelos funcionários, inclusive aqueles no quarto de um paciente sofrendo um ataque cardíaco, enquanto o software SIGAME recebe os dados e os integra com o sistema PBX VoIP.

As instalações do ICESP são recém-construídas e o RTLS entrou em operação conforme o hospital começou a receber pacientes no verão de 2010. A clínica — que cuida dos que sofrem de câncer, bem como outros que, em alguns casos, estão em risco de parada cardíaca — tem mais de 500 leitos localizados em seus 28 andares. Existem dois níveis de ataque cardíaco: código azul, que requer uma resposta em três minutos ou menos, e código amarelo, que tem tempo de resposta máximo aceitável de cinco minutos. Respostas rápidas podem ser uma tarefa desafiadora quando os funcionários têm que transpor uma instalação com mais de 12 elevadores e 28 andares com o comprimento de um quarteirão.

O hospital buscou uma solução que poderia fazer uso dos nós Wi-Fi instalados pelo prédio e fornecer duas funções: enviar mensagens para os trabalhadores qualificados mais perto do local do incidente cardíaco e armazenar informação sobre as respostas, de modo a ajudar a gerência a analisar áreas de aprimoramento do sistema. "Uma opção era instalar botões de emergência em cada quarto", diz Maurício Strasburg, presidente da Synergy,"mas isso requereria fiação e o hospital não saberia onde o pessoal estava localizado".

Uma tag Ekahau T301BD em forma de crachá é carregada por funcionários que, mediante comparecimento ao trabalho, primeiro se registram em um computador conectado ao software de back-end do hospital com uma conexão com fio a um carregador de baterias no qual os crachás são armazenados, cada um num encaixe equipado com uma luz de LED. Conforme o funcionário digita seu nome o software do ICESP o instrui a selecionar o crachá com a luz piscando, localizado em seu encaixe específico. O sistema então liga o indivíduo com o número de identificação desse crachá.