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RFID Melhora o Gerenciamento de Suprimentos para a Força Aérea Brasileira

Centros de logística militar em São Paulo são equipados com tecnologia EPC Gen 2 como parte de um programa para aumentar a eficiência, precisão e visibilidade da distribuição de suprimentos para soldados.

15 de agosto de 2011 - augustus 15, 2011 - Por Claire Swedberg


Mais de um ano após seu lançamento, o Programa de Adoção de RFID do Exército brasileiro melhorou seu processo de recebimento de produtos Classe II, consistindo de itens como uniformes, barracas, capacetes e botas. O sistema foi fornecido e instalado pela empresa de soluções em RFID Seal Technology, no 21st Armazém de suprimentos do Exército, localizado em São Paulo, com auxílio da GS1 Brazil, que forneceu a assistência e produtos do Código Eletrônico do Produto (EPC).

O Exército Brasileiro iniciou seu programa de adoção de RFID em 2005, quando Luiz Antônio Silveira Lopes, um professor adjunto no Instituto Militar de Engenharia, liderou um projeto de rastreamento de paraquedas do Exército via tags RFID passivas EPC Gen 2. Ele havia procurado por uma oportunidade de testar a capacidade da tecnologia de melhorar a visibilidade da logística para o Exército brasileiro, diz ele, e começou com um teste envolvendo entre 3.000 e 5.000 paraquedas (que haviam sido previamente rastreados utilizando-se códigos de barras), para determinar se as tags poderiam ser lidas por um interrogador fixo conforme os paraquedas eram movidos dentro do centro de suprimentos do Exército. Após determinar que a tecnologia funcionava adequadamente, Lopes e o Exército começaram a estudar a implementação de uma implantação complete; cinco anos depois, o sistema de rastreamento de suprimentos militares Classe II foi o resultado.


O Exército Brasileiro testou uma variedade de portais, mas finalmente optou por implantar uma estrutura metálica, semelhante a uma sendo testada aqui, equipado com um total de oito antenas, em vez de quatro.

No caso de suprimentos Classe II, o desafio do Exército Brasileiro era monitorar os equipamentos dos soldados enquanto estes eram enviados dos armazéns do Exército para esses soldados. O objetivo era tornar a rede de suprimentos de uniformes e equipamentos mais visível e automatizar a tomada de inventário, carregamentos e processos de recebimento, resultando em menos erros.

"A adoção da tecnologia RFID em logística era voltada para o aumento de controle e melhora do gerenciamento de suprimentos", diz o Coronel Luiz Antonio de Almeida Ribeiro, que, juntamente com Lopes, liderou o projeto de implantação de RFID. Apesar de o Exército estar interessado em como a RFID pode ser empregada para rastrear uma variedade de itens se movendo por uma cadeia de suprimentos, ele iniciou o sistema para rastrear uniformes, calçados e equipamentos de segurança e proteção, como capacetes e coletes, diz ele que, "porque esses materiais têm uma grande rotatividade", e porque eles são menos propensos a bloquear transmissões de RF do que materiais contendo grandes quantidades de metal e água.

Bens chegam diretamente de vendedores à instalação de distribuição do Exército e são, então, enviados para unidades do Exército e soldados em todo o Brasil. Antes da instalação do sistema, o pessoal do Exército utilizava papel e caneta para controlar manualmente a localização e status, e faziam ligações telefônicas para fornecer atualizações de status para aqueles enviando ou recebendo os itens.