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Empresas de Maconha Medicinal Usam Tags EPC para Manter as Coisas Direto

A LeafTrack, baseada em Denver, está fornecendo o seu sistema baseado em monitoramento RFID para ajudar os produtores a atender às exigências do Estado, acompanhar a condição de cada planta, e receber alertas de saúde, se a saúde de alguma planta está em declínio.

Por Claire Swedberg

12 de agosto de 2011 - Dois fornecedores de maconha medicinal no Colorado estão empregando um sistema RFID fornecido pela LeafTrack, de Denver, para dar visibilidade à saúde das plantas a medida que crescem, bem como para atender às rigorosas exigências do estado para o rastreamento do medicamento, da semente ao usuário. O sistema, que também está sendo testado por vários plantadores de maconha e fabricantes, permite uma janela para a vida e a saúde de cada planta de maconha, além de acompanhamento de rendimento da colheita, bem como a sua transição para um produto de consumo comprado por um paciente, em uma variedade de formas, como incorporadas em brownies. Dados sobre a maconha medicinal podem ser acessadoa pelo proprietário da empresa através do software da LeafTrack, bem como pelos consumidores através do site da Web da LeafTrack, Findmary. Órgãos governamentais (17 estados dos EUA e do Distrito de Columbia atualmente têm programas de maconha medicinal) também podem acessar informações a partir do software da LeafTrack.

A LeafTrack foi fundada em 2010 para fornecer serviços de logística para a indústria da maconha medicinal. A organização pegaria a maconha de produtores - que plantam, cultivam e colhem as folhas e brotos de flores - e entregar a matéria-prima para farmácias que a processam em uma forma para consumo, e depois transportar o produto acabado às lojas que vendem produtos para os pacientes. A LeafTrack não só transportou as matérias-primas, mas também afixou as tags com código de barras para os recipientes nos quais as matérias-primas foram embaladas, a fim de ajudar a localizá-los. No entanto, diz Reid Hanson, fundador da LeafTrack, a empresa começou a ver, com a introdução de novos regulamentos estaduais, que a maior necessidade estava no rastreamento do produto para empresas e para o estado, de suas origens como uma semente até a sua venda a um consumidor. Como resultado, a empresa saiu do negócio de logística e desenvolveu um sistema baseado em RFID que os fornecedores de maconha medicinal poderiam empregar eles mesmos.


Uma tira de plástico com uma tag RFID passiva EPC Gen 2 embutido é usada para rastrear cada planta (crédito foto: Bob Strle).
Atualmente, a empresa está comercializando o seu sistema de rastreamento para dispensários e produtores de maconha medicinal de todo o país, bem como para as empresas que fornecem outras plantas de alto que necessitam de um acompanhamento durante o crescimento, como o açafrão.

A maconha medicinal é legalmente produzida e vendido em vários estados, mas é estritamente regulamentada por órgãos governamentais. Em julho deste ano, o Departamento da Receita do Colorado emitiu regulamentos para maconha medicinal exigindo que o produto seja rastreado a partir de sementes à venda e indicou que o estado acabará por exigir o uso de tags RFID EPC Gen 2 de frequência ultra-alta (UHF), de acordo com Julie Postlethwait, o oficial de informação pública da Divisal de Maconha Medicinal do Departamento de Receita. Ela acrescenta que o Estado está atualmente trabalhando com Franwell, um provedor de tecnologia de rastreamento e acompanhamento, para desenvolver um sistema de RFID que pode ser concluído até o início do próximo ano. Nesse momento, Postlethwait explica, o estado vai criar regulamentos a respeito de como o sistema de RFID UHF teria de ser implementado e utilizado. É possível, diz ela, que o Colorado possa recomendar sistemas específicos de RFID, ou vender as tags em si. "Até esse momento", ela relata, "o departamento não recomenda substantivas compras da tecnologia [em uma tentativa de atender a novos requisitos] antes das regras e regulamentos serem emitidos."