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Chips RFID Conta Histórias de Pescador em Aquário

Um centro de ciências marinhas em Virginia tem instalado um sistema de RFID para fornecer a visitantes dados sobre cada peixe dentro de seu tanque Baía de Chesapeake, enquanto os peixes com o chip implantado nadam em frente a um leitor.

Por Claire Swedberg

18 de julho de 2011 - O Virginoa Aquarium & Marine Science Center, localizado em Virginia Beach, nomeia cada peixe nadando dentro de seu tanque de 45 mil litros Baía de Chesapeake, e registra a história daquele animal a fim de entender melhor a saúde do peixe, tempo de vida e comportamento. Com um sistema de RFID atualmente em vigor, no entanto, os visitantes do aquário podem ver essa mesma informação, identificar indivíduos como "Ted a miraguaia" e visualizar de onde esse peixe em particular foi recolhido na natureza, seu tamanho e histórico de crescimento, e as características da espécie - tudo exibidos em um monitor de vídeo de 23 polegadas enquanto o peixe flutua por dentro do tanque.

O sistema, que foi ao ar ontem, inclui os chips RFID de baixa frequência (LF) implantados no peixe, juntamente com um leitor RFID instalado no exterior do tanque. O hardware RFID e a assistência técnica foram fornecidos pela Oregon RFID, uma empresa de tecnologia de rastreamento de peixes e vida selvagem baseada em Portland. O software para armazenar e exibir informações sobre cada criatura foi desenvolvido por System Technologies Advanced Research (STAR), com sede em Chesapeake, Virginia.

Jeffrey L. Mahon, diretor de exposições e animais do aquário, tem uma formação de identificação por radiofrequência que começou com a instalação de um sistema RFID de rastreamento de peixes para o benefício dos visitantes ao aquário Underwater World Singapura em 2007, bem como o Underwater World Pattaya, localizado na praia de Pattaya, na Tailândia, um ano depois. De acordo com Mahon, o sistema de Singapura - apresentado como o primeiro tanque de peixes capacitado para RFID - aumentou o comparecimento na unidade e, atualmente, continua a operar naquele local.

A Oregon RFID, que forneceu a tecnologia para as duas implementações na Ásia, normalmente vende a sua tecnologia para fins de animais selvagens, como rastreamento de migração de peixes em córregos e rios. As tags LF 134,2 kHz da Texas Instruments cumpre com as normas ISO 11784 e 11785 , destinadas a leitura de etiquetas através da água a uma distância de até 6 pés. Warren Leach, proprietário Oregon RFID, diz Mahon, se abordou sua empresa sobre a tecnologia de RFID para fornecer dados necessários a respeito dos peixes dentro de um ambiente de aquário, primeiro em Singapura e, em seguida, na Tailândia. A Oregon RFID forneceu as tags, juntamente com seus leitores RFID próprios, que incluem as placas de circuito Texas Instrument.

No caso do Virginia Aquarium, Mahon tinha um novo desafio: projetar um sistema que pudesse ler as tags através da água salgada. O tanque em questão apresenta peixes normalmente encontrados na foz da Baía Chesapeake, tais como miraguaias e sernambiguaras. O aquário já empregadou tags LF implantadas em alguns de seus tubarões e tartarugas marinhas para efeitos de identificação, mas o sistema existente só lê essas tags muito de perto, utilizando leitores de mão, no caso de um animal que é retirado do tanque. Para a nova implantação, Mahon diz, o aquário implantou chips em cerca de 40 peixes no seu tanque da Baía de Chesapeake, cada um pesando, no mínimo, 3 quilos. Os chips foram implantados no músculo do animal, perto da nadadeira dorsal. Um número de identificação de 16 dígitos em cada tag foi então ligado à história pessoal do animal correspondente, bem como informações sobre sua espécie, no software fornecido pela STAR.