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Utilizando as Tecnologias Wireless para Lutar contra o Roubo de Câmeras

Se cada câmera digital possuísse um módulo SIM ou RFID, ela poderia entrar no banco de dados para autenticação de produtos de seu fabricante quando ligada e se roubada, ela poderia informar o seu paradeiro e se desativar até retornar ao seu proprietário legítimo.

31 de maio de 2011 - Por Dieter Uckelmann, com contribuições de Mark Harrison

As histórias de crimes são fascinantes e chamam a atenção, portanto vamos começar com uma. No final de março passado, um ladrão roubou meu equipamento fotográfico. O roubo representou uma perda financeira para mim, mas, mais do que isso, uma ruptura repentina da forma como passo meu tempo livre. Como sou um membro de várias comunidades da web focadas em fotografia, publiquei uma lista dos itens do equipamento roubado e descobri que a Web 2.0 realmente funciona. Um membro de uma comunidade me mandou o link de um website operante em seu país, no Leste Europeu, onde o meu equipamento estava à venda! Ele, na verdade, contactou a polícia local, mas eles não tinham nenhum interesse em investigar o roubo. Portanto, liguei para a polícia alemã, que demonstrou um grande interesse, embora eles não preenchessem dois importantes requisitos: agilidade e capacidade para investigar o crime no Leste Europeu. Eu suponho que eles tenham apresentado um relatório de alta qualidade e fechado o caso.

Comecei a questionar o valor da identificação de objetos (como o meu equipamento fotográfico) e a visibilidade da Internet das Coisas; se a capacidade para reagir adequadamente em tempo hábil é inexistente. (Poderia ser essa a razão pela qual a Internet das Coisas ainda está longe de se tornar uma realidade?) Contactei o diretor do Laboratório Auto-ID de Cambridge, Mark Harrison, com quem compartilho um interesse na Internet das Coisas assim como um hobby, a fotografia. Consequentemente, começamos a discutir sobre como a Internet das Coisas poderia ser usada para fornecer uma solução (futura) para o problema. As câmeras, assim como as lentes, possuem um identificador único, que é fornecido como um texto legível por seres humanos e algumas vezes como códigos de barra em 2-D impressos no lado externo de seus invólucros. Esses identificadores poderiam ser armazenados adicionalmente em um chip dentro de uma câmera ou de uma lente.


Os identificadores poderiam ser informados assim que a câmera fosse conectada à internet; o que provavelmente aconteceria já que o fácil compartilhamento de fotos e a impressão online são umas das maiores vantagens da fotografia digital. Se a câmera fosse roubada, um comando de bloqueio remoto poderia desativar essa câmera assim como as lentes a ela conectadas. É possível até mesmo considerar conexões online diretas entre a câmera e a Internet das Coisas através de módulos SIM embutidos, similares aos cartões SIM utilizados em telefones celulares. A tecnologia RFID é uma tecnologia opcional que poderia ser empregada ao invés de conexões à base de módulos SIM. No entanto, já que os pontos de leitura RFID ainda estão longe de serem onipresentes, uma abordagem baseada em módulos SIM seria mais promissora nesse momento.

A partir dessa idéia geral, Mark e eu estipulamos alguns requisitos. É preciso que haja a possibilidade para o proprietário legítimo de um item roubado bloquear remotamente e reversivelmente o dispositivo para que ele possa ser considerado inoperável exceto pela exibição de uma mensagem na tela para indicar que a propriedade foi roubada e deveria ser entregue à polícia. Também será necessário que exista um apoio para vendas legítimas de segunda mão assim como para a transferência legítima de posse do comprador original para um novo proprietário e dessa pessoa para o proprietário subsequente, e assim por diante. Isso significa que a chave de bloqueio associada a um número de identificação exclusivo de um dispositivo deve ser atualizada a cada mudança legítima de posse.