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Pesquisadores Constatam que Produtos Biológicos Não São Atingidos de Forma Maléfica pelos Sinais RF da Tecnologia RFID

Essa constatação é resultado de um estudo de dois anos realizado por duas universidades e oito empresas biofarmacêuticas para descobrir se a tecnologia RFID causa danos às estruturas proteicas de produtos biológicos expostos durante 24 horas a 8 watts de transmissão RF.

25 de março de 2011 - Por Claire Swedberg

Um estudo realizado por pesquisadores da University of Florida – Universidade da Flórida e da University of South Florida Polytechnic – Universidade Politécnica do Sul da Flórida, com ajuda dos Abbot Laboratories – Laboratórios Abbot, constatou que os produtos farmacêuticos que contém produtos biológicos (produtos medicinais criados por processos biológicos), como a insulina e as vacinas, não são afetados negativamente por uma exposição de 24 horas a sinais RF de 8 watts com frequências normalmente utilizadas pelos leitores e etiquetas RFID.

O projeto foi coordenado por Ismail Uysal, um professor da College of Technology and Innovation – Faculdade de Tecnologia e Inovação – da USFP e Jean-Pierre Emond, o reitor da Faculdade de Tecnologia e Inovação. Os pesquisadores testaram 100 produtos biológicos fabricados por oito empresas biofarmacêuticas, expondo esses produtos a cinco bandas RF diferentes, geralmente usadas pelos leitores e etiquetas RFID: 13.56 MHz, 433 MHz, 868 MHz, 915 MHz e 2.4 GHz.

O estudo verificou que nenhuma das bandas RF, na forma de sinais RF de 8 watts transmitidos continuamente durante um período de 24 horas por uma antena a 24 centímetros de distância, teve qualquer impacto nas estruturas proteicas dos produtos. Os pesquisadores pretendem apresentar os resultados do estudo na conferência RFID Journal LIVE! 2011, que acontecerá entre os dias 12 e 14 de abril em Orlando, na Flórida, nos Estados Unidos. Uysal espera que o órgão U.S. Food and Drug Administration – Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) – dos Estados Unidos cogitará a possibilidade de remoção de produtos biológicos de uma lista de "exceções" a respeito do uso de tecnologia RFID juntamente com produtos farmacêuticos.

As diretrizes da FDA em relação ao uso da tecnologia RFID, publicadas em 2004 como o Compliance Policy Guides Section 400.210: Radiofrequency Identification Feasibility Studies and Pilot Programs for Drugs – Guia de Política de Conformidade Seção 400.210: Estudos de Viabilidade da Identificação por Rádio Frequência e Projetos Piloto para Medicamentos (veja FDA Clears Way for RFID Tagging – FDA Libera Caminho para Etiquetas RFID), excluem produtos contendo produtos biológicos, tais como sangue, plasma ou hormônios, porque os pesquisadores da Flórida afirmaram que testes suficientes ainda não tinham sido realizados para comprovar que a transmissão RF não-térmica (estudo dos efeitos da radiação sem a preocupação com o calor) não prejudica as ligações que conectam as proteínas. O BloodCenter of Wisconsin – Centro de Sangue de Wisconsin – concluiu duas fases de uma pesquisa sobre os efeitos da transmissão RF em glóbulos vermelhos e no plasma, mas essa pesquisa estudou apenas os efeitos de transmissões de 13.56 MHz (veja Wisconsin Blood-Tracking Study Moves to Phase 2 – Estudo de Rastreamento de Sangue de Wisconsin Segue para Fase 2).

Os pesquisadores das duas universidades da Flórida ampliaram os tipos de frequência das bandas testadas para três categorias de produtos biológicos: vacinas, imunoglobulinas (também conhecidas como anticorpos) e hormônios. Os produtos foram fabricados e fornecidos pelos Laboratórios Abbott, assim como pela Amgen, EMD Serono, GlaxoSmithKline, Merck, Pfizer, Sanofi Pasteur e Schering-Plough (que agora pertence à empresa Merck). Um total de 100 produtos foram testados.