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ThyssenKrupp Utilizará Etiquetas RFID UHF EPC para Rastrear Placas de Aço

Após concluir um projeto piloto que rastreou 1.000 placas de aço enviadas para a Alemanha, a empresa planeja implantar um sistema de RFID em sua nova fábrica no Brasil.

Por Rhea Wessel

14 de maio de 2007 - A ThyssenKrupp Steel, uma das maiores empresas siderúrgicas do mundo, concluiu um projeto piloto que consistiu em colocar etiquetas RFID em 1.000 placas de aço e rastreá-las durante o percurso do local de origem delas no Brasil até as fábricas alemãs, onde elas foram processadas.

O projeto piloto terminou de forma bem-sucedida em janeiro e foi a base para a decisão que a empresa de Duisburg, na Alemanha, tomou de etiquetar e rastrear as 100.000 placas de aço que são enviadas para a Alemanha anualmente quando ela inaugurar sua nova planta em Sepetiba, no Brasil, em 2009. No futuro, o volume de placas etiquetadas, que possuem até 12 metros de comprimento devido às exigências dos clientes, pode alcançar 250.000 quando o sistema de RFID for implantado na América do Norte.

Como parte de seu processo de expansão, a ThyssenKrupp Steel está construindo a nova fábrica brasileira que produzirá 5 milhões de toneladas de aço por ano. A empresa executou esse projeto piloto porque precisava de um método automatizado para identificar 100.000 placas por ano à medida que elas são transportadas pelos portos. O projeto rastreou as placas que foram compradas de um produtor brasileiro.

A ThyssenKrupp Steel, o integrador do sistema RFID da ThyssenKrupp Steel, a Accenture e a fabricante de etiquetas RFID SATO utilizaram as etiquetas RFID FlagTag da SATO para permitir a leitura das etiquetas apesar dos ambientes com composições metálicas. Uma etiqueta FlagTag possui um vinco para que a etiqueta RFID embutida não fique na posição horizontal contra o objeto ao qual o rótulo de papel será anexado.

Com isso, a etiqueta RFID permanece a um ângulo de 90 graus em relação ao objeto, se estendendo em direção perpendicular ao objeto. De acordo com a SATO, com a etiqueta sem tocar o objeto, particularmente um objeto metálico, a legibilidade das etiquetas é aumentada. Para o projeto da ThyssenKrupp, a Accenture e a SATO modificaram o tamanho da etiqueta FlagTag, o papel e a cola e mudaram o mecanismo de dobra da impressora para que ela pudesse dobrar as etiquetas sem a necessidade de perfurá-las. A falta de perfurações aumenta a flexibilidade da etiqueta FlagTag para que ela retorne a um ângulo de 90 graus mesmo que tenha permanecido na posição horizontal por um tempo considerável durante o transporte.

"Nós não sabemos de outro caso onde uma empresa está etiquetando de forma bem-sucedida placas de aço na linha de produção," afirmou Loic Feinbier, o especialista em tecnologia RFID da Accenture.