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MIT inova em segurança alimentar

Sistema RFID serve para detectar substâncias indevidas em alimentos, como melamina em comida para bebês ou metanol em bebidas alcoólicas

Por Claire Swedberg

3 de dezembro de 2018 - Pesquisadores do MIT Media Lab desenvolveram uma solução usando tecnologia RFID UHF passiva para detectar contaminantes potencialmente venenosos em produtos embalados, como alimentos para bebês e bebidas alcoólicas. O sistema, conhecido como RFIQ, emprega etiquetas RFID UHF, um leitor RFID padrão e um software de aprendizado de máquina para interpretar a resposta de RF que o leitor recebe de cada tag.

Segundo os pesquisadores, a solução será testada em ambientes reais, após os testes iniciais realizados no laboratório. O MIT está atualmente em discussões com várias empresas de tecnologia RFID, bem como marcas de alimentos e varejistas. Este mês, a empresa divulgou um white paper descrevendo o projeto.

Imagem: cortesia do MIT Media Lab
Com o sistema RFIQ, o leitor opera não apenas como um interrogador, mas como um espectroscópio, medindo a energia radiante (da resposta da tag a uma transmissão) através de múltiplas frequências dentro da largura de banda de 400 a 900 MHz, usando essa resposta de energia para identificar o que está dentro de uma embalagem. Os pesquisadores começaram a desenvolver o sistema há um ano, diz Fadel Adib, professor assistente do MIT Media Lab e co-autor do artigo descrevendo a tecnologia.

Antes de desenvolver o sistema, os pesquisadores vinham testando RFID para gerenciamento de estoque, e foram atingidos por um dos desafios comuns apresentados pela tecnologia RFID UHF - ou seja, que não funciona tão eficazmente na presença de líquidos ou metal. Se uma tag UHF estiver conectada a uma garrafa de água, por exemplo, o líquido absorverá o suficiente do campo elétrico ao redor da antena da tag para não responder da maneira que foi projetada.

A equipe do MIT Media Lab começou a considerar se essa característica do RFID poderia ajudar os usuários a entender mais sobre o ambiente no qual uma tag estava localizada. "Percebemos que talvez o fato de que nem sempre responda indica algo sobre o material [em torno da tag] em si", explica Adib. "Isso nos levou a pensar se poderíamos usar RFID em uma embalagem para saber sobre o conteúdo". O grupo lançou um projeto para desenvolver uma solução que pudesse utilizar RFID para detectar problemas de segurança alimentar.