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Ceitec recebe certificação máxima em indicador de governança

A certificação nível 1 é a melhor possível no programa do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, no qual a empresa obteve nota 9,46

Por Edson Perin

30 de novembro de 2018 - A Ceitec, empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) que atua no segmento de semicondutores, recebeu nesta semana, em cerimônia realizada em Brasília (DF), a certificação de nível 1 no Programa de Medição de Indicadores de Governança – IG-SEST, promovido pelo Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

A certificação nível 1 é a melhor certificação possível no programa. A Ceitec foi a empresa que mais evoluiu, atingindo agora no terceiro ciclo a nota 9,46. "Esta conquista é muito importante para consolidar as condições para que a Ceitec possa expandir sua atuação, tanto no mercado interno, quanto externo", afirma Paulo Luna, presidente da Ceitec.

Paulo Luna, presidente da Ceitec
"Ocorre que o mercado, em especial potenciais parceiros internacionais, exigem hoje altos níveis de governança, particularmente no que diz respeito ao compliance", explica Luna. "Certificados de Excelência em Governança como o IG-SEST Nível 1 e o ISO 9001:2015, mostram que a empresa tem se dedicado e tem sido bem-sucedida em garantir as melhores condições para uma boa governança e gestão. Isso contribui para melhorar a imagem da empresa e a torna mais confiável junto ao mercado, quer como fornecedora de soluções, quer como parceira".

De acordo com o principal executivo da companhia, "a atual gestão estabeleceu como foco a consolidação de um novo posicionamento de mercado, no qual a Ceitec se apresenta como um potencial fornecedor ou articulador relevante de soluções em microeletrônica para os grandes desafios nacionais. Para atuar dessa forma é essencial demonstrar excelência em governança e gestão".

Apesar de ter um vasto mercado potencial, segundo Luna, "o Brasil está muito atrasado na implantação de tecnologias habilitadoras que poderão permitir os diversos benefícios associados aos conceitos de Cidades Inteligentes, Internet das Coisas, Indústria 4.0, dentre outros.

Luna aponta diversos exemplos. "A identidade com chip, por exemplo, apesar de inicialmente prevista em 1997 (Lei nº 9.454 /97), até hoje não saiu do papel. A identificação animal com chip, prevista na Instrução Normativa do Ministério da Agricultura nº 17/06, e a identificação veicular com chip, também da mesma época - Resolução nº 212/06 do Contran - também não alcançaram sequer 10% do seu mercado potencial, e ambos, ainda, estão associadas a muitas incertezas com relação ao seu futuro".

Luna explica que, além dessas demandas, várias outras, como o controle de patrimônio de órgãos públicos e a identificação de produtos no varejo, podem se beneficiar da incorporação de chips RFID em etiquetas de identificação.

"Fazer todos esses mercados finalmente acontecerem de fato exige a criação de caminhos institucionalmente seguros e eficazes, e a Ceitec pode apoiar a construção desses caminhos, na medida em que sua governança e gestão são reconhecidas como de excelência, e que se trata de uma instituição 100% federal e idônea".