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Museus testam tecnologia para se aproximar do público

Coleções como as do Victoria and Albert Museum e do Smithsonian Libraries ativam descrições, comentários ou músicas pela tecnologia NFC

Por Claire Swedberg

19 de setembro de 2018 - A startup de tecnologia com sede em Londres Museum in a Box desenvolveu uma ferramenta de identificação por radiofrequência (RFID) para levar os museus ao público, especialmente para crianças em idade escolar. O sistema consiste em uma "brain box" (caixa cerebral) com Near Field Communication (NFC) de 13,56 MHz com um microcomputador Raspberry Pi, um leitor NFC, um amplificador e um alto-falante. Objetos com tags NFC - como um cartão postal ou impresso em 3D - podem interagir com a caixa para reproduzir áudio relacionado ao número de ID codificado na tag. A empresa está agora buscando parcerias com fornecedores hardware RFID para o lançamento comercial completo.

A tecnologia está sendo usada por vários museus, incluindo as bibliotecas do Smithsonian, localizadas em Washington, DC, e o museu Victoria and Albert, em Londres. O desenvolvimento da tecnologia pretende tornar os museus mais acessíveis, diz George Oates, fundador e CEO da Museum in a Box. Oates é web designer e trabalhou com o CTO da empresa, Adrian McEwen, para desenvolver a solução.

A Museum in a Box permite às pessoas interagir com as peças de museus
Oates começou a fazer brainstorming e testar protótipos para um sistema em outubro de 2015, quando foi oferecida residência no Somerset House Studio, um espaço de trabalho para artistas e inovadores, no rio Tamisa. Começou a explorar como objetos impressos em 3D, representando peças da coleção do Museu Britânico, poderiam dar acesso a áudios.

McEwen e Oates montaram uma caixa com um leitor NFC e adesivos NFC nos modelos para produzir interações simples. A caixa vem com som, mas sem recursos visuais, além de uma luz que brilha verde quando uma tag está sendo lida. A omissão de recursos visuais, como a tela sensível ao toque, é intencional, diz Oates. "É uma experiência física e tátil", afirma. "Não há telas". Isso porque os jovens já gastam uma grande porcentagem do tempo assistindo a telas e respondendo a prompts. Segundo Oates, o objetivo era dar aos alunos ou adultos uma experiência tátil sem a tela.

Até o final do ano, Oates e McEwen desenvolveram caixas de leitura NFC funcionais que poderiam interrogar tags e reproduzir conteúdo audível em resposta. Tiveram sua primeira implantação como um teste em 2016. Desde então, as caixas foram implantadas para o Smithsonian, Victoria e Albert, e outros museus, bem como para outras partes em torno de Londres. O sistema também está sendo implantado em Estocolmo, Bagdá e Melbourne.