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Fase final do Brasil-ID prepara país para IoT

Diversos serviços baseados em Internet das Coisas (IoT) poderão usar a mesma infraestrutura que hoje serve apenas para a cobrança de pedágios

Por Edson Perin

7 de agosto de 2018 - O Sistema Nacional de Identificação, Rastreamento e Autenticação de Mercadorias, também conhecido como Brasil-ID, está entrando na fase final de implantação, agora em agosto e setembro, com operações em empresas representativas dos setores de Logística e Transportes. Os requisitos para equipamentos e sistemas são os mesmos já definidos por Notas Técnicas, estabelecidas pelo time de concepção do projeto.

Para o presidente do Centro de Pesquisas Avançadas Wernher von Braun, Dario Thober, o objetivo é tornar possível a prestação de serviços sobre as coisas ("things") em geral, assim como já acontece com os veículos no Brasil. "A RFID gera desenvolvimento tecnológico, demanda desenvolvedores e indústria nacionais, além de ferramentas para prestadores de serviços promoverem serviços que interessam à redução as ineficiências logísticas e de transporte brasileiras".

O governo federal por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), as Secretarias de Fazenda de todos os Estados da União, além de centros de pesquisa nacionais, estruturaram o sistema Brasil-ID. Diversos serviços baseados em Internet das Coisas (IoT) poderão usar a mesma infraestrutura que hoje serve apenas para a cobrança de pedágios.

Thober afirma que as implementações que integram as soluções Brasil-ID e os ensaios de interoperabilidade que estão em andamento concluem um ciclo importante para a implantação de soluções baseadas em identificação por radiofrequência (RFID) no Brasil.

"Enquanto as soluções e sistemas que contemplam a identificação de veículos está bastante robusta e crescendo consistentemente, as presentes ações estão tornando integráveis, de modo compatível, aquelas relacionadas às coisas", afirma Thober.

Os protocolos de segurança RFID estão sendo compatibilizados de forma a manter a alta eficiência de leitura, explica o executivo, com segurança para todos os sistemas envolvidos nas operações de Transporte e Logística. "A operação em nuvem demonstra que as empresas interessadas podem ampliar serviços de um jeito confiável e consistente, em formatos de gestão nacional interoperáveis".