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NFC dá segurança a cartão de criptomoedas

A startup de criptomoedas Unikeys usa tecnologias Near Field Communication (NFC) e biométrica para garantir transações pela internet e no mundo real

Por Claire Swedberg

6 de agosto de 2018 - A startup de criptomoedas de Hong Kong Unikeys firmou uma parceria com a empresa de tecnologia de segurança MeReal Biometrics para fornecer a seus clientes um cartão com tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) Near Field Communication (NFC) e sensor de impressões digitais, para garantir segurança a pagamentos pela internet e no mundo real.

O cartão UKey visa a fornecer autenticação biométrica em transações baseadas em criptomoeda. Os negócios com ativos usando criptomoedas estão ganhando participação financeira em todo o mundo, e algumas empresas e bancos querem tornar essas transações seguras também no comércio. O cartão UKey serve como para pagamento nos modos de contato ou sem contato, diz Alexandre Tabbakh, CEO e co-fundador da Unikeys, e permite criptografia segura e pagamentos no ponto de venda (POS).

O cartão UKey
A Unikeys foi lançada no início de 2018, após dois anos de pesquisa e desenvolvimento, como fornecedora de ferramentas universais para ecossistemas de criptomoedas. O cartão UKey é o primeiro produto comercialmente disponível. Embora as criptomoedas tenham sido lançadas com algum entusiasmo em torno do Bitcoin, diz Tabbakh, a expansão tem sido lenta e constante. Os pagamentos criptográficos podem ser feitos online, mas ainda são raros em lojas físicas.

Até agora, diz Tabbakh, "há uma enorme lacuna na aceitação de criptomoedas porque não há uma ferramenta robusta e fácil de usar para ajudar os fornecedores a aceitar pagamentos assim". Os comerciantes têm seus próprios terminais POS conectados a MasterCard e Visa. A transição para pagamentos com criptomoedas nas lojas exigirá segurança no ponto de venda e capacidade de o PDV receber pagamentos deste tipo.

O UKey fornece a ponte, agindo de forma semelhante a um cartão de crédito, mas com criptomoedas e tokens, em vez de um número de conta bancária. Os comerciantes que oferecem pagamentos com criptomoedas frequentemente empregam um QR Code para os clientes fazerem o pagamento pela internet.

Para garantir a segurança desses pagamentos com criptomoedas, os usuários tradicionalmente armazenam chaves privadas em seus telefones ou em "hot wallets" na Web. No entanto, as carteiras têm como vulnerabilidade estarem conectadas à internet sempre que usadas, o que as expõe a possíveis hackers. Algumas pessoas usam as chamadas "cold wallets" (carteiras frias) que exigem uma senha que pode ser gravada em papel ou armazenada em um dispositivo USB. Dessa forma, podem garantir que essas chaves não sejam vulneráveis a hackers - mas isso torna a criptomoeda mais complexa para uso em atividades diárias. "Eu não imagino uma vovó usando um drive USB para fazer uma transação", diz Tabbakh.