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NFC entra em campo na Copa do Mundo

Os três milhões de ingressos e as bolas oficiais usaram etiquetas NFC RFID embutidas, com tecnologia da HID Global, NXP e Smartrac

Por Claire Swedberg

26 de julho de 2018 - Quando os torcedores de futebol participam da Copa do Mundo FIFA 2018 neste ano, na Rússia, utilizaram a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) Near Field Communication (NFC) em seus aplicativos para obter informações sobre jogos e equipes. Com a Telstar 18, bola de futebol oficial da Copa do Mundo, da Adidas, a NFC serviu coma forma de se envolver com a fabricante, ver a distância de jogadores e ter acesso a informações sobre as equipes.

Nos aplicativos, as tags foram da NXP Semiconductors. A tags HID Global equiparam ingressos e transmitiram dados para os leitores nos estádios, enquanto os chips Smartrac foram incorporados em cada bola de futebol.

Adidas Telstar 18, bola oficial da Copa do Mundo 2018
O evento, realizado em 11 cidades entre 14 de junho e 15 de julho, aconteceu em 12 estádios da Copa do Mundo e exigiu a leitura de tickets com NFC para acesso a cada jogo. Os visitantes compraram um bilhete de papel para cada jogo, com uma etiqueta da HID Global incorporada, usando um chip RFID MIFARE NXP de 13,56 MHz compatível com a norma ISO 14443. O bilhete não apenas tornou o acesso ao estádio mais rápido e eficiente, mas também ajudou a evitar o risco de falsificações, afirma Christoph Zwahlen, gerente global de marketing de acesso da NXP.

A Copa do Mundo já tem uma história com a tecnologia NFC. Na verdade, as tags NFC foram inicialmente criadas em ingressos para a Copa do Mundo de 2006, mas foram omitidas para a emissão de bilhetes no evento da África do Sul de 2010, quando a FIFA viu um aumento na taxa de falsificação e venda de ingressos no mercado cinza. Por esse motivo, a NFC foi reintroduzida no evento de 2014 no Brasil. Este ano, diz Zwahlen, o sistema de bilhetagem apresentou maior segurança com o chip NTAG, no qual cada leitura exigia a confirmação de que o chip era fabricado pela NXP, exigindo a transmissão de um identificador NXP com a identificação exclusiva da tag toda vez que fosse lida.

Christoph Zwahlen, da NXP
Ao chegar a cada jogo, os torcedores apresentavam seus bilhetes quando entravam no estádio, tocando o bilhete ao lado de um leitor, validando assim a sua autenticidade antes de serem autorizados a entrar. Na própria entrada do estádio, apresentavam o ingresso a outro leitor NFC fixo para obter acesso à área de assentos. Se fizessem o download do aplicativo FIFA em dispositivos baseados em Android ou iOS, os usuários poderiam visualizar esse conteúdo como instruções para o estádio e programar atualizações.

Quando o torcedor usava seu ingresso NFC para entrar no estádio, a FIFA conseguia coletar dados indicando que o dono do ingresso específico havia chegado ao local. Esse indivíduo poderia então usar o aplicativo em seu smartphone para acessar conteúdos como destaques de jogos, descontos para mercadorias no estádio, prêmios como produtos Adidas e ingressos para a Copa do Mundo, e acesso a ingressos para outros eventos. No futuro, diz Zwahlen, a tecnologia pode ser usada para compras no estádio em quiosques de comida ou lojas de souvenirs.

A NFC também foi empregada em mercadorias. A Telstar 18, a bola oficial da Copa do Mundo, recebeu o nome de um satélite de 1962 conhecido como Telstar 1. A bola foi projetada e está sendo vendida pela Adidas, parceira da FIFA e fornecedora oficial. O satélite Telstar tem importância para a Copa do Mundo porque permitiu, pela primeira vez, a transmissão mundial do evento de 1970. Este ano, a empresa relata, esse mesmo espírito de conectividade global foi refletido no Telstar 18, com a tecnologia NFC, para que os usuários pudessem interagir com a bola de qualquer lugar do mundo.