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Correios buscam fornecedores de tags no Brasil

A modernização com RFID, lançada pelo sistema postal das Nações Unidas (UPU), abre uma oportunidade que será apresentada na GS1 Brasil, no dia 26 deste mês

Por Edson Perin

18 de julho de 2018 - A Universal Postal Union (UPU), agência especializada das Nações Unidas (ONU) que coordena as políticas postais entre os países membros, fechou um acordo internacional para rastrear cartas e encomendas no mundo todo por identificação por radiofrequência (RFID) UHF. A implantação, realizada de modo pioneiro nos Correios do Brasil, está buscando fornecedores brasileiros de etiquetas RFID.

Os Correios e a UPU iniciaram a implantação da terceira etapa do projeto GMS (Global Monitoring System), que prevê a ampliação da utilização da tecnologia RFID no rastreamento de objetos do fluxo postal internacional e nacional. Com o intuito de falar sobre o projeto e conhecer novos fornecedores de tags, as duas organizações realizarão um evento com a GS1 Brasil, no próximo dia 26 de julho, na sede paulistana da GS1. Para mais informações e inscrições, visite o site do evento.

De acordo com a GS1, o encontro pretende apresentar o estado atual do projeto e coletar, com maior celeridade e transparência, subsídios técnicos junto ao mercado visando a possibilitar o desenvolvimento da especificação de etiquetas de RFID UHF passivas a serem utilizadas em itens postais (remessas, malotes, caixetas, contêineres, etc.).

A ocasião também servirá para identificar a capacidade produtiva e formas de fornecimento usuais no mercado brasileiro, além de práticas comerciais, tais como prazos de entrega, lotes mínimos, unidades de fornecimento, certificações, custos, customizações e restrições, entre outros aspectos.

Os Correios do Brasil são a empresa pioneira escolhida entre outras de todo o planeta para iniciar o futuro sistema global de Internet das Coisas (IoT), com base na tecnologia RFID, que em poucos anos será a máquina global de distribuição de cartas e encomendas. O projeto será um dos maiores casos de RFID do mundo, demandando uma enorme quantidade de tags, leitores e sistemas.

Os Correios do Brasil foram escolhidos porque operam em um gigante território que tem como benefício uma padronização total de processos, além de ter zero em termos de barreira de idioma, impostos etc. Ou seja, as dimensões continentais do país dentro de um mesmo governo facilitam a implantação, pois são um cenário excelente para se aplicar as mudanças de processos que a adoção da nova tecnologia exige.

Já a UPU, que foi fundada na Suíça em 1874 para estabelecer um único território postal para o intercâmbio recíproco de itens de carta-postagem, pretende adotar o novo sistema nos 192 países membros, depois da implantação no Brasil. A agência especializada, que se tornou parte da ONU em 1948, fornecerá aos seus países membros os equipamentos RFID necessários, que basicamente consistem em um leitor de RFID e uma fonte de energia, bem como uma antena alojada em um gabinete protetor de fácil instalação, sob o padrão da GS1.

Podem ser conectadas antenas de RF adicionais à unidade principal. A previsão é de que esses componentes sejam oferecidos separadamente em um kit modular ou integrados em uma estrutura compacta para serem instalados, dependendo do cenário postal.

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