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IoT se alia à segurança alimentar nas fábricas

Sistemas de gerenciamento de dados por Internet das Coisas (IoT) favorecem o controle de qualidade da comida para evitar contaminações, inclusive no Brasil

Por Claire Swedberg e Edson Perin

17 de julho de 2018 - A Internet das Coisas (IoT) está aumentando a segurança alimentar desde a fazenda até o consumidor, graças ao desenvolvimento e implantação de tecnologias em várias frentes: de ferramentas de agricultura inteligentes a gerenciamento da cadeia fria. Muitas contaminações ocorrem em fábricas de processamento de alimentos, e a tecnologia de IoT também está sendo usada para evitar incidentes, permitindo o monitoramento de equipamentos e das condições dos produtos processados. As empresas são alertadas quando há potencial de contaminação, como temperaturas altas ou presença de fluidos.

Os processadores de alimentos normalmente possuem diretrizes rigorosas de segurança alimentar, e muitos usam sensores para monitorar as condições. Mas o acompanhamento efetivo das recomendações de segurança alimentar - como os padrões da British Regulatory Compliance (BRC) e Safe Quality Food (SQF) - pode ser um elo fraco para muitas empresas, afirma Jay Wright, vice-presidente de vendas e marketing da empresa de software Somax.

Aqui no Brasil algumas grandes fabricantes de produtos como pães e derivados também estão se preparando para oferecer melhor controle de seus produtos, garantindo excelência de qualidade aos seus clientes de dentro e de fora do país. Uma grande empresa do setor, que ainda não autorizou ser identificada, acaba de fechar acordo com um importante fornecedor de tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID), justamente com foco em rastreamento de seus processos fabris.

Enquanto o equipamento de processamento de alimentos está se tornando mais inteligente e pode capturar dados relevantes sobre as condições, ainda há pouca consistência em como essas informações são armazenadas e acessadas. Usinas de processamento de alimentos também enfrentam um desafio interno relacionado à separação de seus departamentos de manutenção e sanitização, diz Wright.

Os dois departamentos geralmente operam de forma independente, explica, portanto, quando a manutenção é realizada, a necessidade de acompanhamento de sanitização pode não ser comunicada aos indivíduos adequados, e os registros do que ocorreu podem estar incompletos. A manutenção pode frequentemente introduzir problemas de saneamento nas operações de processamento de alimentos.

A Somax tem fornecido soluções de gerenciamento de manutenção para a indústria de processamento de alimentos e bebidas nas últimas três décadas. Durante os últimos cinco anos, no entanto, concentrou-se em vincular dados de manutenção e sanitização para evitar contaminações, bem como oferecer gerenciamento de dados baseado em IoT. Mais recentemente, a empresa começou a oferecer sensores – 64 tipos diferentes até o momento – que rastreiam condições como temperatura, umidade e vibrações, bem como dados de fechamento de portas, todos coletados sem fio.