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Inventário da Piticas cai de cinco horas para seis minutos

A rede de lojas e quiosques adotou a solução RFID da Presence para aumentar a eficiência nos negócios nas suas 330 lojas em todo o Brasil

Por Edson Perin

5 de junho de 2018 - Com mais de 200.000 itens comercializados por mês em 330 pontos de venda em todo o Brasil, incluindo quiosques em shoppings e lojas de camisetas franquiadas de mais de 50 marcas nacionais e internacionais, como Disney, Warner, Fox, Turma da Mônica, Universal e Lucas Films, a Piticas investiu em um projeto de identificação por radiofrequência (RFID) que já implantou em 40 de seus estabelecimentos. Como resultado, a companhia conseguiu reduzir o tempo de inventario de cinco horas para seis minutos.

Cada loja com RFID está utilizando a solução de identificação por radiofrequência com o software Presence Store para ponto de venda (PDV) e, pelo menos, um leitor portátil Zebra RFID 8500. Também é necessário um smartphone para coleta de dados por Bluetooth e análise das informações. As tags são da iTag RFID Etiquetas Inteligentes, equipadas com inlays da Impinj, e coladas nas etiquetas de papel das camisetas – em breve, deverão ser costuradas separadamente. O projeto começou para fazer inventário nas lojas e na fábrica, em Guarulhos (SP), que conta com 300.000 peças no estoque de acabados, mas já está sendo planejado para outras áreas.

Leitura RFID sendo executada em uma das 330 lojas da Piticas
Antes da RFID, a maioria dos processos era manual. Dos controles de apontamento de produção até a separação dos pedidos na expedição, tudo era feito manualmente, por códigos de barras. Assim, a RFID foi implantada nos processos fabris de controle de produção, separação de pedidos e expedição. Nas lojas, a tecnologia passou a ser utilizada na movimentação de mercadorias e inventários.

O primeiro ponto favorável da mudança na fábrica foi a qualidade da informação. Os processos foram checados duplamente, por código de barras e RFID, na fase de implantação, e foram descobertos erros que passavam desapercebidos nas leituras manuais. Outro fator positivo foi a redução de custos na separação de pedidos com a queda no tempo exigido para execução da atividade. Além disso, o apontamento deixou de ser feito na coleta e aferido por RFID em uma só fase.

Nas lojas, o controle de mercadorias passou a ser totalmente automatizado e controlado por RFID, acabando com a leitura individual por códigos de barras. A implantação de RFID segue o padrão passivo EPC UHF, da GS1. "A padronização é importante uma vez que existe a viabilidade de colocação dos produtos além das fronteiras da própria rede", afirma Felipe Rossetti, diretor da Piticas.