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Estudo alerta sobre dispositivos IoT em redes corporativas

Segundo o relatório, o crescente número de aparelhos conectados via Wi-Fi, incluindo os de uso pessoal de funcionários, está aumentando as ameaças de ataques cibernéticos

Por Claire Swedberg

4 de junho de 2018 - A empresa de controle de rede Infoblox lançou um relatório informando que os funcionários estão colocando mais e mais dispositivos de Internet das Coisas (IoT) nas redes das empresas. De acordo com a pesquisa com 1.000 diretores de TI e 1.000 empregados em quatro países, o número de dispositivos de IoT nas redes das empresas pode ser de 10 a 20 unidades por funcionário.

O relatório (em inglês, "What's lurking on your network: Exposing the threat of shadow devices") encontrou um número maior do que o esperado de dispositivos pessoais, incluindo telefones celulares, rastreadores de atividades, tablets e laptops. A Infoblox refere-se a esses dispositivos que consomem muita rede - tablets, smartphones e até mesmo televisores inteligentes - como dispositivos de sombra, e diz que o estudo aponta para um crescente risco de segurança que podem representar para as empresas.

A Infoblox, localizada em Santa Clara, Califórnia, fornece sua solução Actionable Network Intelligence para gerenciamento de redes e ameaças de segurança. A empresa encomendou o relatório para entender melhor os desafios que as empresas enfrentam quando se trata de gerenciar suas redes corporativas em face à crescente popularidade dos dispositivos IoT.

Embora tenha havido uma pesquisa de segurança significativa em torno da IoT, diz Sean Tierney, diretor de inteligência cibernética da Infoblox, poucos relatórios focam em como os dispositivos de propriedade dos funcionários em redes corporativas aumentam os riscos de segurança de uma empresa. "Esses dispositivos de sombra podem pertencer a um funcionário", explica, e podem ser fornecidos pela empresa - e, portanto, gerenciados pelo departamento de TI da empresa - ou simplesmente ser um dispositivo pessoal do qual o departamento de TI não tem conhecimento. Quando os dispositivos que os funcionários usam em casa ou em áreas públicas são infectados, podem introduzir essa infecção na própria rede da empresa.

Empresas de todos os Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha e Emirados Árabes Unidos responderam a questionários sobre o uso de dispositivos IoT, diz Tierney, e os resultados indicaram que o crescimento de aparelhos inteligentes aumentou o risco baseado em IoT nas empresas numa proporção maior do que a maioria imagina. Por exemplo, o estudo constatou que 24% dos funcionários dos EUA não conhecem a política de segurança da IoT de seus empregadores, enquanto um em cada cinco funcionários dos EUA e do Reino Unido disse que não segue as políticas de segurança da empresa para dispositivos, mesmo sabendo delas.