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Usina São Martinho emprega RFID no agronegócio

O executivo do CPqD avalia que o trabalho a ser feito deve considerar conhecimento e respeito pelas operações e adaptações positivas gerando um movimento de interesse com visão de benefícios. "O objetivo não pode ser somente focado na tecnologia, mas na parceria e na visão de interesse comum de melhoria do setor e criação de tecnologia nacional", conclui Figueiredo.

A São Martinho está entre os maiores grupos sucroenergéticos do Brasil, com capacidade aproximada de moagem de 24 milhões de toneladas de cana. Possui quatro usinas em operação: São Martinho, em Pradópolis, na região de Ribeirão Preto (SP); Iracema, em Iracemápolis, na região de Limeira (SP), Santa Cruz, localizada em Américo Brasiliense (SP), e Boa Vista, em Quirinópolis, a 300 quilômetros de Goiânia (GO).

A companhia também possui uma unidade para produção de ácido ribonucleico, a Omtek, também localizada em Iracemápolis. O índice médio de mecanização da colheita é de 99,8%, chegando a 100% na Usina Boa Vista. Na safra 2017/2018, foram processadas um total de 22,2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Esse processamento de matéria prima resultou na produção de 1.407 mil toneladas de açúcar e 953 mil m³ de etanol.

"A implantação dessa rede 4G privada, adaptada para a faixa de 250 MHz, permite levar banda larga com ampla cobertura em toda a Usina São Martinho, em Pradópolis, viabilizando o uso de aplicações de Internet das Coisas no campo", explica Figueiredo, do CPqD. "Afinal, a escassez de opções de conectividade disponíveis nas áreas rurais e remotas do país representa, atualmente, um dos principais gargalos para a adoção de novas tecnologias no agronegócio brasileiro", acrescenta.

Essa infraestrutura é utilizada na transmissão de informações coletadas no campo, por meio de sensores, para bancos de dados e aplicativos onde serão processadas e utilizadas na tomada de decisões. O envio dos dados, em tempo real, é feito por terminais veiculares inteligentes, também desenvolvidos pelo CPqD em parceria com a São Martinho, com base nos requisitos operacionais das usinas de cana. Esses terminais, que estão sendo instalados em colhedoras, tratores e caminhões que fazem o transporte da cana, possuem múltiplas interfaces: Wi-Fi (para conectividade local), CAN (usada em máquinas agrícolas para transmissão de dados de telemetria), GPS e RFID, além da interface LTE.