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Usina São Martinho emprega RFID no agronegócio

As aplicações, segundo Figueiredo, são amplas e os desafios ainda maiores se considerarmos o setor agrícola como um campo ainda "verde" (Green Field) com grandes potenciais de crescimento tecnológico. "Como perspectivas futuras, estamos trabalhando na difusão da tecnologia RFID de forma mais ampla em vários segmentos do agronegócio, de modo que possamos ter indicadores mais representativos sobre os seus benefícios nas próximas duas safras", diz.

O sistema está preparado para integração com qualquer ERP de mercado, por meio da Plataforma Dojot, criada pelo CPqD. O banco de dados opera no local da usina, no momento, mas a versão cloud deve ser uma evolução espontânea considerando a natureza do processo. "Alguns clientes não adotam este tipo de arquitetura preferindo manter tudo dentro de casa, por razões de segurança e controle mais eficiente de acesso aos dados", explica Figueiredo.

A RFID atendeu as expectativas, na visão da companhia. "Como primeiro desafio, tivemos uma quantidade significativa de lições aprendidas e um desenvolvimento de ponta na tecnologia", diz Figueiredo. "Conectividade ainda é um dos grandes desafios para a difusão tecnológica no agronegócio, embora cada caso de aplicação tenha suas próprias regras e processos a serem controlados. O objetivo de otimização do processo agrícola é considerado muito importante e o expertise do setor de RFID e de soluções de controle e movimentação de itens permite a adaptação da solução em vários tipos de produção".

O middleware IoT adotado no projeto é a plataforma Dojot, desenvolvida e mantida pelo CPqD de modo aberto, que permite desenvolvimento por parte do cliente ou outros parceiros, criando aplicações específicas e naturalmente integradas desde o início. "A plataforma suporta a implantação rápida de diversas aplicações, incluindo, mas não se restringindo a RFID, como parâmetros climáticos, solo etc., bem como coleta de dados baseada em protocolos IoT abertos e o enriquecimento do banco de dados, trazendo diversos benefícios para o agricultor".

"Os desafios principais foram o ambiente hostil, dificuldade de conectividade e entendimento do processo produtivo", diz Figueiredo. "Já tínhamos experiência em implantação de tecnologias RFID em outros ambientes como indústrias, laboratórios, localização de itens, inventário, mas o setor agrícola traz uma experiência única com todas as exigências do ambiente de trabalho, otimização e controle necessários".

De acordo com Figueiredo, ainda há muito a ser feito. "Mas temos um aprendizado muito importante que leva o conhecimento tecnológico a ser adaptado, ou melhor, integrado com o ambiente agrícola de forma natural e produtiva. Não se trata somente de levar a tecnologia ao setor, mas de demonstrar ao produtor que o benefício pode ser interessante e positivo para o negócio, sem criar um desvio de função significativo que implique em criar mais dificuldades no processo".