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Usina São Martinho emprega RFID no agronegócio

Tecnologia desenvolvida pelo CPqD permite que a empresa sucroalcooleira colha os frutos dos processos orientados para a Internet das Coisas

Por Edson Perin

14 de maio de 2018 - O setor sucroalcooleiro tem feito o Brasil se tornar um exemplo de produtor de energia limpa, desde os anos 1970, e também um grande desenvolvedor de tecnologias avançadas neste segmento. Agora, a identificação por radiofrequência (RFID) e o conceito de Internet das Coisas (IoT) aportam nos campos de produção de cana-de-açúcar, para ampliar ainda mais a competividade deste segmento.

No decorrer da atual safra de cana-de-açúcar, a Usina São Martinho - unidade da São Martinho S/A, um dos maiores grupos do setor sucroalcooleiro do Brasil - iniciará a implantação de uma infraestrutura tecnológica avançada, que inclui aplicações de IoT.

Usina sucroalcooleira São Martinho
A base da infraestrutura é uma rede banda larga móvel privada, otimizada para áreas rurais e remotas, que provê conectividade ampla no campo. Essa tecnologia foi desenvolvida pelo CPqD com o apoio do BNDES e a participação da São Martinho e da Trópico, como parte do projeto AgroTICs, que foca o aumento da eficiência da produção de açúcar e etanol.

De modo geral, os processos de localização, movimentação e controle de produção agrícola tipicamente se baseiam em procedimentos manuais ou semiautomáticos, normalmente realizados com planilhas ou formulários impressos, e com análises dependentes de conhecimentos de especialistas com experiência no setor. No caso da cultura da cana-de-açúcar, este ainda é o cenário encontrado, em maior ou menor escala, em diversos produtores no país.

"As tecnologias RFID permitem um grau de automação e controle de itens com elevada acurácia, além de produzir uma quantidade de informações relevantes para a melhoria contínua dos processos produtivos", diz Luis Gustavo Teixeira, gerente agrícola da Usina São Martinho. No caso da Usina São Martinho, o projeto Agrotics permitiu demonstrar a efetividade da tecnologia RFID no campo para a detecção de eventos de pareamento de máquinas, possibilitando a otimização da movimentação dos equipamentos, melhorando assim a produtividade na colheita.