RFID Noticias

Dente com RFID transmite dados sobre dieta

A Universidade Tufts chegou a um sensor que detecta a presença de substâncias químicas ou nutrientes para, assim, analisar o efeito dos alimentos na saúde

Por Claire Swedberg

5 de abril de 2018 - Pesquisadores da Escola de Engenharia da Universidade Tufts desenvolveram um sistema de radiofrequência (RF) que captura dados de um sensor e os transmite a um em um ambiente inusitado: a boca de uma pessoa. A etiqueta RFID passiva é anexada a um dente, com uma camada de sensores embutidos que respondem a condições como a presença de açúcar ou sódio. As transmissões das tags são enviadas via RFID de 400 MHz para um interrogador. A tecnologia pode identificar não apenas a ingestão de nutrientes ou substâncias químicas específicas, mas também a resposta do organismo a essa ingestão, com base nas mudanças na saliva de uma pessoa.

Fiorenzo Omenetto, chefe de pesquisa da Escola de Engenharia da Tufts, liderou os esforços para desenvolver um sistema que possa automatizar a captura e coleta de dados nutricionais enquanto uma pessoa come. Os pesquisadores especulam que essa solução pode ter benefícios para os profissionais de saúde ou para aqueles que desejam gerenciar sua dieta com base nas limitações de saúde. O departamento de engenharia da Tufts já está trabalhando em eletrônica implantável, que poderia fornecer um benefício para a assistência à saúde sem ser intrusivo. De acordo com Omenetto, a tag de sensor com RFID é o mais recente protótipo a resultar desses esforços.

Sensor miniatura montado dentro de uma boca (Foto: SilkLab, Tufts University)
A tecnologia existente ofereceu algumas opções para rastrear a ingestão de alimentos, explica Omenetto, mas têm sido difíceis de usar. Os sistemas incluem um protetor bucal que pode ser inserido na boca, mas isso seria desconfortável de usar o dia todo. Também existem soluções com fio, mas da mesma forma só poderiam ser usadas quando conectado. Não apenas essa tecnologia é volumosa para ser usada, ele observa, mas requer esforços por parte do usuário para inseri-la em sua boca.

Nos últimos anos, a equipe testou o uso de etiquetas RFID de alta frequência (HF) de 13,56 MHz que podem ser anexadas à pele, mas agora procuravam algo que funcionasse dentro da boca, onde o conteúdo alimentar pode ser analisado. As etiquetas RFID tradicionais com sensores, explica Omenetto, seriam muito volumosas para uso confortável pelos indivíduos. A etiqueta de 2 milímetros quadrados pode ser anexada ao dente de uma pessoa através de um adesivo e responde a um leitor especializado de 400 MHz construído no laboratório da Tufts.