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Gado usa tag RFID no estado de Washington

A Secretaria da Agricultura propôs que todos os bovinos usem tags LF RFID nas orelhas para ajudar a identificar cada cabeça em caso de surtos de doenças

Por Claire Swedberg

20 de março de 2018 - A Secretaria de Agricultura do Estado de Washington (WSDA), nos Estados Unidos, propôs atualizações em suas regras para identificação do gado. A ideia é que sejam individualmente reconhecidos por meio de etiquetas de identificação por radiofrequência (RFID).

A proposta entrará em um período de comentário público antes de a WSDA decidir se deve ou não adotar os regulamentos propostos. Se a regra for adotada, todos os bovinos com idade acima de 18 meses teriam que ser marcados com tags habilitadas para RFID de baixa frequência (LF), e o número de identidade exclusivo de cada tag precisaria ser vinculado a uma determinada vaca ou touro e com registro de movimento no banco de dados do WSDA.

Hector Castro, da WSDA
O requisito determina que as vacas fossem marcadas no momento em que recebessem vacinas contra a brucelose (para prevenir a infecção bacteriana infecciosa) e os touros quando são amostrados por tricomoníase (uma doença venérea). As tags podem então ser interrogadas em leilões ou por veterinários ao longo da vida dos animais.

O estado já exige uma identificação oficial sob a forma de uma etiqueta de metal para garantir que os proprietários de gado atendam à sua política de rastreabilidade de doenças animais (ADT), explica Jodi Jones, gerente de operações da Divisão de Serviços de Animais da WSDA. O programa ADT destina-se a satisfazer as expectativas da USDA para todos os estados dos EUA para progredir em sistemas de coleta de identificação, a fim de prevenir ou gerir doenças entre gado. Atualmente, exige-se, no mínimo, o uso de uma etiqueta de ouvido visual aderente a um padrão de identificação específico.

"Todo o objetivo é rastrear o movimento de um animal [e vacinas] rapidamente", diz Hector Castro, diretor de comunicação da WSDA. No caso de um surto de doença, explica, a agência usaria os dados baseados em RFID para identificar onde os animais afetados poderiam estar localizados. "Dessa forma", afirma Castro, "minimizamos o impacto dessa doença".

"Em última análise", diz Jones, "queremos reduzir o impacto econômico sobre os produtores de gado". Atualmente, se uma doença - como a das vacas loucas - é detectada no estado, todos os bovinos considerados em risco podem ser colocados em quarentena e podem permanecer assim até que seja confirmado que nenhum animal está infectado. "Quanto mais rápido pudermos identificar os animais", afirma, "mais rápido podemos liberar quarentena".

O Estado de Washington já implantou um programa de identificação por etiquetas de metal por vários anos, mas o estado - juntamente com os outros 49 estados em todo os Estados Unidos - deverá avançar em direção a um programa de identificação eletrônica até 2020. Desde 2016, os fazendeiros de Washington tinham 1,5 milhão de bovinos (tanto de carne como leiteira) produzindo US$ 1 bilhão em leite e US$ 704 milhões em carne bovina. Tradicionalmente, o gado foi rastreado através de papelada, que tem seus limites quando se trata de identificar cada animal em todo evento ou transação, como venda em leilão ou inoculação por um veterinário estadual.

"Eu acho que alguns na indústria pecuária reconhecem o valor disso", diz Castro, "enquanto outros têm preocupações".