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GS1 propõe relacionar códigos de barras, QR e RFID

As tags RFID UHF são cada vez mais aplicadas a produtos nos mercados de varejo de vestuário e eletrônicos, diz Murphy, e essas etiquetas EPC UHF também poderiam se beneficiar com o novo padrão. "Uma única tag com um código QR para a interação do consumidor e uma etiqueta RFID UHF para a interação da cadeia de suprimentos podem ser ligadas ao mesmo item do produto através do mesmo GS1 GTIN", afirma. Todos os dados gerados a partir da verificação do código QR ou da leitura da etiqueta UHF podem então ser gerenciados de forma coesa.

"Visto no contexto da digitalização da cadeia de suprimentos, a RFID está desempenhando um papel fundamental", diz Murphy. Mas com a crescente presença de smartphones que podem escanear códigos QR e ler tags NFC, acrescenta, é necessário integrar soluções.

De acordo com Murphy, a especificação desempenhará um papel na organização e consolidação de dados de transações. Ele cita a padronização como uma combinação de dados de infraestrutura, uma vez que proporciona aos consumidores maior visibilidade de um produto, ao mesmo tempo em que permite que as lojas e marcas compreendam melhor as compras de produtos e o comportamento do consumidor. "Os smartphones fornecem uma maneira poderosa de coletar dados sobre produtos por causa da sua onipresença", diz ele.

A plataforma do software QuickStart Online Tool pode gerenciar todos os dados relacionados às varreduras ou leituras, a empresa informa, além de atribuir o endereço da web necessário a cada etiqueta do produto. Também permite aplicações como entrega de informações de produtos, recompensas para consumidores ou autenticação de produtos.

Várias empresas já estão usando a plataforma sem o padrão, incluindo a Rebecca Minkoff, para permitir a consolidação de dados de múltiplas tecnologias e fontes. No entanto, Murphy diz: "Nós acreditamos firmemente nos padrões como forma de alcançar a escala".

A EVRYTHNG tem urgência quando se trata da versão padrão, de acordo com Murphy, uma vez que os sistemas operacionais móveis em telefones e tablets individuais já podem acessar dados via códigos QR e NFC. "De nossa perspectiva", afirma, "o objetivo é que cada produto tenha uma identidade digital na nuvem", e para garantir que haja padrões para acesso e uso dessa identidade.

"Cerca de dois bilhões de dispositivos móveis podem ler códigos QR e tags NFC automaticamente", diz Murphy. "O bit faltante foi disponibilizar esses códigos em todos os produtos em escala e vincular esses códigos com os dados do produto. O URI GS1 conseguirá isso".