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Moscou amplia eficiência do transporte com IoT

O DIT iniciou o processo de criação de padrões para a coleta de informações e uma plataforma única para gerenciar dados de todos os veículos. "Graças a esses novos padrões", diz Belozerov, "conseguimos integrar todos os veículos em uma rede controlada pela plataforma IoT".

Os sensores baseados em GLONASS transmitem dados criptografados para o Departamento de Habitação e Serviços Comunitários e Melhoria do centro de despacho de Moscou através de uma transmissão celular, usando serviços telemétricos fornecidos pela Rostelecom. Os dados são transmitidos à taxa de 1.300 pacotes por segundo, ou 110 milhões de pacotes por dia. Essa informação pode então ser gerenciada e visualizada pelas autoridades no centro de despacho, bem como pelo prefeito de Moscou e outros funcionários.

"Os satélites GLOSNASS transmitem o sinal, identificando a localização de cada veículo", afirma Belozerov. "Quando o veículo está em movimento, o sistema está monitorando as mudanças de velocidade ou direção. Quando o veículo para, obtemos os dados a cada 20 minutos".

Assim que o sistema foi lançado, a “Mãe Natureza” desafiou sua funcionalidade. Durante um fim de semana de fevereiro, Moscou experimentou a maior nevasca já registrada, equivalente à mesma quantidade que a cidade recebe ao longo de um mês inteiro. Isso exigiu o uso intenso de veículos na cidade - de fato, mais de 15.500 foram utilizados para eliminar 1,2 milhões de metros cúbicos de neve. Foi o que Belozerov chamou de "verdadeiro teste de colisão para o novo sistema".

Durante a tempestade e os esforços de limpeza subsequentes, a cidade incentivou os residentes a deixar seus carros em casa e usar o transporte público.

No futuro, o DIT diz que a tecnologia será capaz de monitorar não apenas o funcionamento e a localização de cada veículo, mas também o desempenho e o status dos motoristas. Por exemplo, diz Belozerov, a cidade pode identificar os primeiros sinais de fadiga no condutor e permitir que seja substituído ou descanse antes de haver risco de segurança rodoviária. Tal sistema, afirma, pode consistir em pulseiras para monitorar os movimentos de um motorista, ou mesmo chapéus para monitorar a atividade do cérebro e notificar os supervisores se o motorista estiver perdendo foco. Embora, sejam oportunidades potenciais, nota Belozerov, o DIT não tem planos imediatos para implantar o sistema dessa forma.