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Protocolo ajuda compartilhamento por blockchain

Os dados RFID e IoT podem ser compartilhados em rede, com garantia de segurança e de serem imutáveis graças à arquitetura de blockchain

Por Claire Swedberg

26 de fevereiro de 2018 - A tecnologia blockchain, muito conhecida pela moeda digital bitcoin, está sendo adotada por alguns usuários de tecnologias de identificação por radiofrequência (RFID) e Internet das Coisas (IoT, do inglês, Internet of Things) como forma de compartilhar, armazenar e analisar dados de sensores. Como o custo do armazenamento de dados é alto em blockchains, os dados IoT podem ser armazenados fora da cadeia, sendo gravados em blockchain, para que se verifiquem se os dados fora da cadeia são válidos e para garantir que os dados não foram adulterados.

A empresa Atonomi Network, pretende fornecer uma plataforma para permitir um blockchain para a indústria IoT. A empresa oferece um protocolo de segurança criptográfica para permitir a confiança e validação de identidade entre dispositivos IoT. O serviço, diz a Atonomi, atua como uma interseção entre blockchain e IoT.

A blockchain, desenvolvido para aplicações de bitcoin, permite registros públicos das transações cryptocurrency (moedas criptografadas), mas também oferece uma variedade de aplicativos para IoT. Em vez de trocar moeda para compras, por exemplo, a blockchain pode armazenar de forma segura os dados de leitura de sensores ou de etiquetas RFID, criptografados para segurança e compartilhar essas informações somente com partes autorizadas. Isso poderia tornar os dados baseados em IoT protegidos contra hackers.

A vantagem para a Internet das Coisas é dupla, de acordo com Bill McBeath, diretor de pesquisa da ChainLink Research, porque oferece uma validação baseada em consenso entre todos os participantes de uma 'cadeias de blocos' (blockchain), de que os dados são consistentes com o que se deve esperar e que são imutáveis – quando são capturados e armazenados, não se pode alterar. Isso proporciona uma garantia inviolável de que os dados são precisos, diz McBeath, acrescentando que, sem algo como bloqueio, qualquer transmissão sem fio poderia estar aberta a hackers.

"Tudo o que é preciso é um link fraco na cadeia para que hackers comecem uma exploração", diz McBeath. "Construir segurança muito forte em algumas áreas, enquanto se faz muito pouco em outras – como proteger contra a engenharia social – é um convite para problemas". Desde que haja um nível suficiente de participação no processo de consenso, validando os dados como escritos, um bloqueio garante que permaneçam seguros e altamente resistentes a hackers, observa, devido à sua natureza imutável.

Ainda existem limitações, no entanto, em termos de velocidade e eficiência. O processo de validação para cada transação pode consumir tempo e energia, diz McBeath. Os dados devem ser compartilhados com outros, e os usuários aprovados na plataforma ajudam a confirmar a validade da captura de dados, o que leva tempo e processamento. O processo de consenso - e, portanto, o custo e o desempenho da escrita para a cadeia de blocos - varia amplamente em diferentes tipos de tecnologias. Além disso, um meio para compartilhar corretamente os dados seguros não foi totalmente definido. Nestes primeiros dias da tecnologia blockchain, diz David Fragale, co-fundador da Atonomi, "existem grandes vulnerabilidades à medida que o volume de dados continua a crescer em pilhas de dados diferentes".