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Estudo aponta estratégia para adoção de IoT

Gartner e T-Systems concluem que empresas devem investir em plataformas de Internet das Coisas baseadas em um ecossistema de múltiplos fornecedores e soluções

Por Edson Perin

23 de fevereiro de 2018 - O Gartner e a T-Systems, provedora alemã de soluções digitais e serviços de Tecnologia da Informação (TI), divulgaram um estudo chamado "Key Considerations for Your IoT Ecosystem", sobre Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things).

De acordo com a análise feita pelas duas companhias, o segmento de IoT deve continuar em franco crescimento, tornando crucial para as empresas a escolha da plataforma a ser utilizada para suportar novas aplicações.

Consideradas "o backbone" da Internet das Coisas, as plataformas representam um novo segmento de mercado, ainda em surgimento, concluem as empresas. O estudo define as plataformas IoT como soluções de software capazes de gerenciar tecnicamente dados IoT. "Este mercado deve crescer consideravelmente nos próximos anos, por conta das funcionalidades e destas plataformas trazerem ainda mais valor para vários processos de negócios", diz o documento.

Diante deste contexto, um questionamento que deve ganhar força junto com o crescimento deste mercado inclui como uma empresa deve definir que uma determinada plataforma é a ideal para seu negócio? De acordo com o estudo, a escolha da plataforma deve star alinhada à estratégia de IoT da empresa e seu modelo de negócios. Esta definição pode vir de um estudo sobre os problemas que a empresa quer resolver e uma priorização dos serviços a serem implantados.

De todo modo e independentemente de suas demandas, o estudo aponta que todas as empresas vão precisar de plataformas que garantam flexibilidade e a expansão de seus desenvolvimentos. Neste cenário, a melhor escolha seria uma plataforma baseada em um ecossistema de múltiplos provedores e soluções combinados em um espaço simples de usar.

Assim, o estudo aponta três funcionalidades essenciais de uma boa plataforma IoT. A primeira é o suporte a aplicações, para a customização de soluções IoT. Em segundo lugar, a consolidação de dados e o armazenamento, destinados a capturar e armazenar dados e gerar insights. Em terceiro, o gerenciamento de conectividade, para associar automaticamente os sistemas, redes e equipamentos.

Por conta disto, o estudo aponta como prioritário o desenvolvimento de novos serviços para plataformas IoT, o que - para atender a estas demandas - exige dos líderes de TI corporativos desenhar e desenvolver plataformas extensíveis e abertas, para uso de serviços IoT externos, além de implantar modelos de precificação que garantam rápido retorno a partir de uma plataforma IoT padronizada.

Soma-se a isto a necessidade de buscar o desenvolvimento de novos serviços IoT como bibliotecas analíticas, monetização de dados, ferramentas de governança e segurança avançada, que fortaleçam sua plataforma.

Para Ideval Munhoz, presidente da T-Systems Brasil, a T-Systems acredita em ecossistemas abertos para acelerar todo o mercado de IoT. "Ao mesmo tempo, queremos atuar como habilitadores, para que nossos clientes construam soluções baseadas em produtos IoT fornecidos com a maior conveniência possível", afirma Munhoz.

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