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Solução garante produtos mais frescos

Cadeia de restaurantes testa RFID da Avery Dennison para garantir alimentos na temperatura apropriada; cosméticos também testam tecnologia

Por Claire Swedberg

31 de janeiro de 2018 - A Avery Dennison está levando a tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) para varejistas, com soluções destinadas a gerenciar alimentos frescos e até cosméticos. O comércio de cosméticos tem testado soluções de rastreamento RFID e uma cadeia de restaurantes está realizando experiência em segurança alimentar, com a Freshmarx da Avery Dennison. Para ampliar o uso da RFID em produtos alimentares, a empresa de tecnologia desenvolveu um chip seguro para micro-ondas, aplicado na embalagem de alimentos sem gerar calor.

A Freshmarx é o conjunto de soluções de segurança alimentar, conformidade e eficiência da Avery Dennison para lojas e restaurantes. Oferece sistemas para imprimir rótulos que podem ser aplicados em produtos para dar precisão de inventário, bem como detecção de temperatura e gerenciamento de inventário baseado em nuvem. Os produtos Freshmarx incluem a impressora 9417+ para rotulagem de gravação, que lista ingredientes, datas e informações nutricionais, e o software FreshMarx com uma interface touchscreen. A solução também permite incluir sensores de temperatura, colocados em unidades de armazenamento a frio, para monitorar as condições em torno dos produtos.

A impressora Avery Dennison Monarch FreshMarx 9417+
Com a RFID, a empresa informa que a segurança dos itens alimentares se torna automatizada. Os clientes da Avery Dennison que trabalham com produtos perecíveis enfrentam a crescente pressão financeira criada pelos altos custos de mão de obra e desperdício de produtos, bem como as demandas dos consumidores por transparência, diz Ryan Yost, gerente geral da Divisão de Soluções de Impressoras da Avery Dennison. Ele cita o aumento do salário mínimo [nos Estados Unidos] para os trabalhadores que recebem, manipulam e contam inventário de bens, bem como a gestão das datas de validade. No que se refere ao desperdício, o inventário de bens perecíveis é muitas vezes ultrapassado para evitar a falta, o que normalmente resulta na expiração de uma porcentagem do produto.

A longo prazo, a maioria dos varejistas de alimentos observa e planeja atender a uma tendência orientada pelo consumidor, na qual os clientes podem fazer compras sem esperar na fila, como o modelo Amazon Go. Para realizar isso, as lojas precisarão investir em tecnologias como RFID que podem capturar a identidade do produto selecionado para compra e, em seguida, vincular essa identificação ao cliente e ao seu cartão de crédito ou conta.

Ryan Yost
"Existe um papel para a RFID em todos os três desafios", diz Yost, sobre custos trabalhistas, resíduos e tendências de consumo. Por exemplo, ele acrescenta que, lendo as tags de produtos nos pontos de embarque e recebendo com leitores de mão, até agora, comprovou, durante o teste, que pode reduzir o tempo de trabalho que os funcionários passariam examinando fisicamente os produtos.

A Freshmarx também dá alertas sobre quaisquer produtos que possam estar perto de vencer suas datas de validade ou armazenados sob temperatura inaceitável. Os trabalhadores podem ver esses dados no momento em que as tags são lidas, enquanto os gerentes recebem notificações solicitando que localizem os produtos em condições inadequadas. No entanto, a empresa observa que a maioria das implantações de RFID segue uma abordagem sob medida. O primeiro passo para os varejistas de alimentos é rastrear produtos embalados.

Segundo Francisco Melo, vice-presidente global de RFID e gerente geral da Avery Dennison, as lojas estão investigando o quanto podem capturar de dados dos produtos de bandeja ou contêiner, em vez de cada item separadamente (por exemplo, rastreando uma bandeja inteira de maçãs para uma determinada loja e prateleira, em vez de cada fruta). A maioria dos que testam ou implantam a tecnologia, acrescenta Melo, está usando leitores RFID portáteis para capturar dados.