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Tecnologia dá conforto a crianças com câncer

Um patinho equipado com RFID ajuda jovens pacientes a transmitir seus sentimentos aos enfermeiros e médicos que cuidam deles

Por Claire Swedberg

30 de janeiro de 2018 - A tecnologia de identificação por radiofrequência (RFID) pode ser utilizada para trazer visibilidade para ambientes comerciais e industriais, mas, em alguns casos, também pode ser usada simplesmente para proporcionar conforto. A empresa de tecnologia Sproutel em parceria com a empresa de seguros Aflac criou um patinho com RFID para ser colocado nos braços de cada paciente com câncer com idades entre 3 e 13 anos, nos Estados Unidos. A tecnologia ajudará os jovens a transmitir suas emoções aos enfermeiros e médicos, e a lidar com o estresse do seu tratamento, por meio do uso de tokens passivos de RFID.

A Sproutel faz jogos interativos para crianças que sofrem de doenças crônicas. A empresa lançou o Jerry the Bear, em 2013, o urso com RFID que ajuda crianças a lidar com diabetes tipo 1, dando "comida" etiquetada com chips, e ajudando as crianças a aprender o que podem comer, para gerenciarem seus próprios níveis de açúcar no sangue. Quando os alimentos com RFID são reconhecidos pelo leitor incorporado no urso e aprovados na tela embutida na barriga do bichinho, as crianças podem alimentá-lo.

Aaron Horowitz, da Sproutel, testa o patinho
Em 2017, o Jerry the Bear passou a ser reconstruído com realidade aumentada em vez da tecnologia RFID, diz Aaron Horowitz, CEO da Sproutel. Os patches podem ser digitalizados usando a câmera de um smartphone e um aplicativo mostra os alimentos apropriados para o urso diabético.

"Nós então tiramos a eletrônica do urso", diz Horowitz, porque muitos pacientes jovens já têm smartphones. Ao remover o leitor e a tecnologia, explica, a empresa permitiu que o urso se tornasse muito menos caro.

O pato (neste caso, um protótipo) interage com as pessoas
De acordo com Horowitz, o My Special Aflac Duck (Meu Pato Aflac Especial) tem um desafio diferente que a RFID aborda melhor do que a realidade aumentada. Os usuários jovens precisam do pato para brincar e expressar seus sentimentos sem exigir um aplicativo ou smartphone. Isso, em parte, é devido ao fato de que o Aflac faz o que chama de compromisso filantrópico para os pacientes com câncer - muitos dos quais não podem ter acesso a um smartphone.