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Pesquisa da Zebra descobre planos de IoT

Apenas 36% dos entrevistados dizem adotar um sistema empresarial inteligente, enquanto 57% afirmam ter alguma visão sobre o uso de Internet das Coisas

Por Claire Swedberg

7 de novembro de 2017 - As empresas reconhecem a necessidade de impulsionar seus recursos corporativos inteligentes, de acordo com pesquisa da Zebra Technologies, enquanto a maioria confirma que ainda não têm inteligência artificial incorporada na maioria de suas operações. A Zebra faz o relato com base nos resultados de sua pesquisa "Intelligent Enterprise Index", sustentando que existe uma base de implantação de tecnologia baseada em Internet de Coisas (IoT) em empresas de todo o mundo.

As principais conclusões da pesquisa incluem a porcentagem de empresas que possui planos e processos culturais para adotar uma empresa inteligente: 71%. Daqueles que coletam dados baseados em IoT para uma empresa inteligente, dois terços já estão compartilhando essas informações para uso dos funcionários em tempo real ou em tempo quase real. A pesquisa descobriu que mais da metade dos entrevistados já tinha algum nível de planejamento para alavancar a tecnologia IoT para expandir para novos mercados e aumentar a receita. De fato, 57% disseram ter um plano IoT que já estão executando.

Tom Bianculli
A pesquisa, realizada de 3 a 23 de agosto, incluiu 908 empresas de saúde, manufatura, varejo, transporte e logística. Os participantes são de todo o mundo, inclusive Estados Unidos, Reino Unido, França, Alemanha, Brasil, Índia, Austrália e Nova Zelândia. A pesquisa abrangeu 11 áreas: visão sobre IoT, engajamento de negócios, parceria de soluções de tecnologia, planos de adoção, planos de gerenciamento de mudanças, aplicativos de ponto de uso, segurança, implantação, infraestrutura, planos de gerenciamento de dados e análise inteligente.

A Zebra oferece tecnologias da Internet de Coisas usadas para criar uma empresa inteligente, informa a empresa. E define as soluções IoT como qualquer coisa projetada para unir os mundos físico e digital, diz Tom Bianculli, CTO da Zebra. Uma empresa inteligente, então, integra dados de sensores IoT com computação em nuvem e mobilidade (como tablets e smartphones corporativos) para que os dados possam ser entendidos e atuados para fins operacionais.

A empresa começou a desenvolver planos para a pesquisa como parte de seu Simpósio de Empresa Inteligente no campus da Harvard University - o que, Bianculli explica, incluiu líderes da indústria, do governo e academia. Esse simpósio explorou a definição de empresa inteligente, quanto foi adotado até a data e como as empresas podem gerenciar a adoção.

De acordo com a pesquisa, os gastos com soluções IoT já estão em andamento, com 43% dos entrevistados indicando que gastam US$ 1 milhão ou mais por ano (o valor médio registrado foi de US$ 3,1 milhões). A maioria das empresas pensa em termos de melhor uso da tecnologia para criar inteligência, relata a Zebra - em outras palavras, sensores, dispositivos móveis e gerenciamento de dados provenientes deles. Os códigos de barras ainda são a ferramenta mais comum para a coleta de dados, de acordo com o estudo, com 71% dos sistemas IoT utilizando varreduras de códigos de barras. Sessenta e quatro por cento empregam dados da computação móvel, enquanto 63% usam dados de telefones celulares.

Setenta e cinco por cento dos que gastaram US$ 1 milhão ou mais nos sistemas IoT indicaram que esperam que esse número cresça no próximo ano ou dois. Apenas 36% disseram ter uma implantação de IoT em toda a empresa, enquanto 62% esperam implementar soluções IoT em toda a empresa no futuro.