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Produtor de Caju do Ceará ganha eficiência

Por meio da solução EPC UHF da Votu RFID, a Cione conseguiu agilizar processos, rastrear a cadeia de suprimentos e garantir 100% de acerto nas entregas

Por Edson Perin

27 de outubro de 2017 - A produtora de caju Cione, fundada em 1963, em Fortaleza (CE), está comemorando os resultados conquistados graças aos investimentos em identificação por radiofrequência (RFID). Com a solução EPC UHF da também cearense Votu RFID Solutions, a companhia conseguiu agilizar processos, rastrear a cadeia de suprimentos e garantir 100% de acerto nas entregas.

A Cione, uma empresa de cajucultura que se dedica ao plantio, colheita, beneficiamento e comercialização de castanha de caju, exporta praticamente 95% de sua produção, que gira em torno de um total de 275 toneladas mês. O produto é embalado em caixas de 22,68 kg, dando um total aproximado de 12.125 itens por mês.

Realização do Site Survey na Cione, no Ceará
Antes da RFID, os processos eram significativamente mais lentos e mais imprecisos, segundo Edmilson Carneiro Moreira, sócio investidor da Votu e professor de telecomunicações no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). "Houve uma diminuição sensível no tempo usado para identificar os itens nos processos de movimentação. A identificação de cada item antes era feita através de uma combinação de códigos de barra, sendo agora feita com uma única etiqueta inteligente que guarda seu número EPC único".

Moreira explica que, além disso, o fato de a Cione exportar a maior parte do que produz, o sistema propicia que seus clientes e seus respectivos operadores logísticos possam utilizar também as etiquetas RFID para identificar os itens em seus processos, garantindo uma maior automação, segurança e rastreabilidade dessas mercadorias. "Isso acaba diluindo para toda a cadeia os custos das etiquetas inseridas ainda na fábrica [e da infraestrutura de RFID]", sentencia.

Desta forma, revela Moreira, toda a cadeia da castanha de caju consegue melhorar sua eficiência operacional através da diminuição de custos e aumento da precisão dos processos logísticos. E como a implantação segue o padrão RFID EPC UHF passivo, da GS1, há benefícios para toda a cadeia. "Esses benefícios consistem na identificação de cada um dos produtos, permitindo levar o gerenciamento a um nível mais avançado e a localização de cada produto individualmente em qualquer lugar da cadeia, dando maior visibilidade do estoque e processos operacionais", avalia Moreira.