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Segurança está nos pilares de IoT da Cisco

Executivos da subsidiária da companhia no Brasil falaram ainda sobre a importância da plataforma Kinetic para processar dados de Internet das Coisas (IoT)

Por Edson Perin

26 de outubro de 2017 - A Internet das Coisas (ou IoT, do inglês Internet of Things) está no centro das diversas iniciativas da Cisco já há vários anos, por meio do desenvolvimento de soluções, estudos e também, logicamente, de suas estratégias de negócios. A companhia espera que até 2020 mais de 50 bilhões de aparelhos estejam conectados à internet, o que significa um acréscimo de complexidade para as redes atuais, pelo volume de dados que irão trafegar e pelas possíveis brechas de segurança que todos esses dispositivos podem ocasionar.

Diante dessas transformações que a IoT irá provocar nos próximos anos, o presidente da Cisco do Brasil, Laércio Albuquerque, anunciou estratégias globais da companhia que abrangem tanto o processamento dos dados perto dos dispositivos conectados, agilizando, assim, a tomada de decisão automática no ambiente em questão; e o incremento da segurança das redes. “Temos uma plataforma de analitics [ou análise, que ajudará nessa automação com IoT] e enxergamos que a rede deve proporcionar a segurança dos dispositivos e de toda a rede, por meio de inteligência artificial”, acrescentou.

Plataforma de IoT da Cisco
Segundo Marco Sena, diretor de cloud da Cisco do Brasil, a plataforma de analitics da companhia, chamada de Kinetic, será responsável por coletar as informações de diversos devices (ou dispositivos) de IoT. “Exatamente essa plataforma faz isso”, diz Sena. Depois disso, esses dados serão trafegados pela rede segura da Cisco, que terá capacidade para encontrar anomalias ou malwares por meio da análise de informações realizada por inteligência artificial.

Segundo os executivos, há muitos desafios para traduzir os esforços dos usuários de IoT em resultados reais e com segurança. “Imagine um carro autônomo que precisa parar em uma situação de emergência”, propõe Marcelo Silva, diretor comercial da Cisco do Brasil. “Esta decisão tem de ser tomada rapidamente e sem falhas, por isso, é necessário colocar a capacidade de analístics dentro desse veículo”.

Pelo conceito da Cisco, os dados permanecem dentro de sua fonte, sem que tenham de ser movidos para aplicativos “distantes”, garantindo capacidades de controlar a privacidade e a segurança dos dados, além de sua propriedade. “A Cisco Kinetic é uma nova classe de plataforma - e tecido de dados IoT - projetada precisamente para enfrentar esses desafios”, afirma Sena. Este tratamento das informações na extremidade dos dispositivos está sendo chamada de Fog Computing (Computação em Neblina), fazendo uma alusão a uma versão pulverizada e mais próxima do mundo real da conhecida Cloud Computing (Computação em Nuvem).