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O que esperar do Plano de IoT para o Brasil

Regulação – No aspecto regulatório, o advogado Caio Mario da Silva Pereira Neto, do escritório Pereira Neto | Macedo, defendeu a necessidade de adaptações e avanços. "O marco regulatório de IoT precisa criar um ambiente de soluções melhor, tanto mais inovador, quanto mais seguro", afirmou.

No estudo, segundo o advogado, as recomendações para do tema de "regulação, segurança e privacidade" se dividem em quatro frentes, denominados objetivos específicos: aperfeiçoamento da regulamentação das telecomunicações; a criação de um marco regulatório de proteção de dados pessoais; o enfrentamento dos desafios de privacidade e segurança na internet das coisas; e a identificação e tratamento de questões regulatórias específicas nas áreas priorizadas.

Relatório Plano IoT para o Brasil - Parte 2 de 2
Conectividade – O coordenador do estudo de IoT no CPqD, Vinícius Garcia de Oliveira, reconheceu que a infraestrutura no Brasil traz desafios ao avanço das soluções de IoT. Um dos pontos que levantou, na exposição sobre conectividade e interoperabilidade, foi o fato de o modelo regulatório vigente privilegiar a cobertura de telecomunicações em áreas altamente povoadas. Oliveira lembrou que é essencial ter conectividade no campo para que se alcance o impacto potencial sobre setores como o agronegócio, que colaboram para o progresso da economia como um todo.

O especialista apontou três objetivos que constam do estudo para abordar tais questões: a articulação do tema em políticas públicas para ampliação de soluções e infraestrutura para conectividade, o aumento da oferta de redes de comunicação, e o incentivo e a promoção da interoperabilidade e da padronização de redes. "Não acreditamos que a política pública tenha de forçar a adoção de padrões. O que elas podem é incentivar determinados padrões em detrimento de outros por meio, por exemplo, de compras governamentais e linhas de financiamento mais atrativas", explicou.

Capital Humano e Inovação – A sócia e líder da prática de setor público e social da McKinsey, Patricia Ellen da Silva, apresentou os objetivos específicos das horizontais "Capital Humano" e "Inovação e Inserção Internacional" – que perpassam as quatros áreas prioritárias para IoT – do Plano de Ação. "Para que todo este potencial da internet das coisas possa ser capturado, a força de trabalho do Brasil terá de estar preparada", apontou a especialista.

O estudo defende unir esforços para ampliação de uma força de trabalho qualificada; o fortalecimento das áreas de pesquisa e desenvolvimento (P&D) e engenharia de IoT; a capacitação dos gestores públicos para fazer o melhor uso possível da tecnologia; e políticas para despertar o interesse dos jovens por esse tema.