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O que esperar do Plano de IoT para o Brasil

Na semana passada, o governo federal anunciou o relatório que servirá de base para a elaboração de uma estratégia nacional para Internet das Coisas ou IoT

Por Edson Perin

9 de outubro de 2017 - Na semana passada, o governo federal apresentou o relatório do Plano de Ação para Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things) em evento de telecomunicações em São Paulo, com diversas autoridades federais (leia mais em Governo anuncia estudo de IoT dentro do prazo). O estudo resulta do trabalho do consórcio formado por McKinsey & Company, Fundação CPqD e Pereira Neto|Macedo Advogados.

A questão, agora, é o que esperar deste relatório e deste plano, e como as empresas do mundo real poderão se beneficiar destes esforços. Para entender isto, utilizamos o trabalho divulgado na Futurecom (já está disponível neste site – clique aqui para baixar), um documento divulgado pelo consórcio, a apresentação que as empresas consorciadas realizaram no auditório Brasil do referido evento e gravamos um vídeo em duas partes para mostrar aos nossos leitores (links abaixo).

Relatório Plano IoT para o Brasil - Parte 1 de 2
Na quarta-feira, dia 4 de outubro de 2017, o governo federal ofereceu novos detalhes sobre o Plano Nacional de Internet das Coisas. O Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o consórcio liderado pela McKinsey & Company, com a participação da Fundação CPqD e do escritório de advocacia Pereira Neto | Macedo apresentaram a estrutura e as principais ideias do Plano de Ação do Estudo de Internet das Coisas.

Áreas prioritárias – O nome do painel já revelava a intenção: "Detalhamento dos Ambientes de Aplicação de IoT". Primeiro, o chefe de departamento de indústrias de Tecnologia da Informação e Comunicação do BNDES, Ricardo Rivera, revelou os impactos econômicos de IoT nos quatro ambientes priorizados pelo estudo: rural, cidades, saúde e indústrias. Os intervalos nos valores servem para acomodar as diferenças de impacto de acordo com quanto das medidas recomendadas no plano serão de fato implementadas.

Para as cidades, a projeção é o incremento de 13 bilhões a 27 bilhões de dólares no produto interno bruto em 2025. Além disso, há potencial de diminuição de 15% no tempo gasto com trânsito e de 20% em índices de criminalidade. Já na área da saúde, o impacto será de 5 bilhões a 39 bilhões de dólares, com destaque para a redução de até 30% na incidência de crises graves geradas por doenças crônicas e 40% nos custos de manutenção de equipamentos médicos, além de melhorias na promoção da saúde da população e na prevenção de epidemias.