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Governo anuncia estudo de IoT dentro do prazo

Além de um levantamento de iniciativas representativo de todo o embrionário ecossistema de IoT, afirma o relatório do governo, esse processo de construção colaborativa garantiu o compromisso de atores chave com o prosseguimento das ações do plano. "O engajamento de atores cruciais é uma das mais valiosas contribuições que este estudo pode dar ao progresso da pauta de IoT, justamente pela importância desse engajamento que o plano de ação não está restrito às iniciativas propostas no estudo ou à estrutura de governança que o conduzirá nos próximos 5 anos", ressalta o relatório.

De acordo com o governo federal, o objetivo deste trabalho é estimular ao máximo a troca de conhecimento, o surgimento de novos negócios e parcerias entre empresas consolidadas, startups, scale-ups e a academia. "Este estudo técnico, que servirá de base para o Plano Nacional de Internet das Coisas, é, em si mesmo, uma inovação, porque permite ao país estabelecer com clareza os principais gargalos para que seja protagonista no desenvolvimento de IoT e propõe como resolvê-los. O maior desafio agora é a implementação. Mas o esforço promete ser recompensado com impactos volumosos na economia e no dia a dia dos brasileiros", conclui.

A proposta de ação do governo prevê que o país experimente a criação de uma rede de IoT inserida em cada uma das quatro verticais priorizadas para o estudo, ou seja, Cidades, Saúde, Rural e Indústria. A expectativa é que essas redes sejam capazes de atrair diversas empresas das cadeias produtivas inseridas em cada um dos quatro ambientes. Isso deve ocorrer mesclando empresas âncora e start-ups ou scale-ups.

Segundo o estudo, um exemplo da amplitude da cadeia produtiva que poderia estar representada numa rede pode ser visto no caso de IoT Rural, onde multinacionais que produzem insumos básicos para a plantação ou grandes produtores, como cooperativas, podem interagir com startups de agronegócio e outras empresas de hardware para criar soluções de IoT viáveis e que melhorem a produtividade.

Além disso, à medida que atores do Ecossistema de Inovação em IoT se reúnam nas redes, o programa do governo também deve oferecer a oportunidade de organizar a busca por soluções a diversos outros elementos que também foram destacados como prioritários em entrevistas e no levantamento que gerou as bases do estudo. Entre esses desafios estão: mão de obra capacitada para criar e adotar soluções de IoT; regras claras de interoperabilidade entre os dispositivos; fontes de financiamento estáveis, seguras e acessíveis; e oportunidades de iteração entre fornecedores de IoT e potenciais clientes.

Clique aqui para saber mais sobre o plano do governo brasileiro para IoT.