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CPqD cria plataforma IoT de software aberto

Com investimentos de R$ 3 milhões do Funttel, em três anos, a plataforma dojot nasce com objetivo de gerar soluções para cidades inteligentes

Por Edson Perin

13 de setembro de 2017 - Foco em segurança, robustez e facilidade de uso para o desenvolvimento de aplicações de Internet das Coisas (ou IoT, do inglês, Internet of Things) voltadas às necessidades brasileiras, nas mais diversas áreas - como cidades inteligentes e agronegócio, entre outras. Esses são alguns dos diferenciais da plataforma aberta dojot, que o CPqD lançou nesta terça-feira, dia 12 de setembro de 2017, em São Paulo.

O nome escolhido para a plataforma remete a uma prática conhecida no universo da Tecnologia da Informação (TI): dojô é o encontro em que programadores treinam técnicas e metodologias de desenvolvimento de software, por meio da solução de desafios. A palavra origina, a priori, dos treinamentos das artes marciais. A prática foi associada ao conceito de IoT, cuja implantação também traz desafios e requer uma série de tecnologias que permitem a coleta, transmissão, processamento, cruzamento e análise de informações.

“A dojot é uma plataforma habilitadora, capaz de acelerar o desenvolvimento de aplicações IoT adequadas à realidade brasileira, em diversas áreas, e com suporte local”, afirma Sebastião Sahão Júnior, presidente do CPqD. Para incentivar sua adoção por empresas, startups e outras instituições interessadas em desenvolver essas aplicações, a plataforma foi construída com base em ferramentas open source e possui código aberto.

De acordo com Maurício Casotti, do Marketing do CPqD, serão investidos R$ 3 milhões, em três anos, em recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC). O desenvolvimento faz parte de um projeto mais amplo, financiado pelo Funttel e Finep, que vem sendo conduzido pelo CPqD em parceria com outras instituições de ciência e tecnologia brasileiras.

Os interessados em desenvolver aplicações IoT utilizando a plataforma já podem obter seu código pelo portal dojot na internet (www.dojot.com.br). O site também fornece a documentação sobre como utilizar os componentes, a interface e traz vídeos explicativos (tutoriais).

“A intenção é estimular a inovação aberta e facilitar a construção de um ecossistema voltado à oferta de soluções de Internet das Coisas no país”, acrescenta Alberto Paradisi, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento do CPqD. Ele enfatiza que, ao adotar a dojot, a comunidade desenvolvedora também deverá contribuir para sua evolução e aperfeiçoamento constante - que é, justamente, uma das premissas da plataforma aberta.

A primeira plataforma de código aberto com foco em Internet das Coisas desenvolvida no Brasil - e com suporte local -, a dojot já está disponível para uso e começa a ganhar suas primeiras adesões. Várias empresas estão adotando essa plataforma, que oferece recursos para desenvolvimento mais fácil e rápido de soluções customizadas para diversos ambientes.